Ainda é novembro mas a Netflix já saiu na frente com o lançamento das produções natalinas. A estratégia de antecipar as celebrações de fim de ano faz parte do planejamento de mandar esse ano doido embora o quanto antes. E Dash & Lily tem tranquilamente tudo o que a gente mais precisa: o clichê de comédia romântica, a leveza e a descontração que a gente costuma ver em produções temáticas de Natal.
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| Austin Abrams como Dash | Reprodução/Netflix |
Baseado no livro ‘Dash & Lily’s Book of Dares’ de David Levithan e Rachel Cohn, a série que tem na produção um dos irmãos Jonas conta a história de Dash & Lily. Lily (Midori Francis) é uma jovem de ascendência asiática que possui forte relacionamento familiar e é apaixonada pelo Natal. Assim como já é de praxe nas comédias românticas adolescentes – que costumam ter o fatídico esbarrão no corredor da escola –, seu sonho é encontrar o grande amor numa livraria. Para isso, cria com seu irmão Langston (Troy Iwata) um caderno de desafios e o deixa na livraria The Strand com a expectativa de ser correspondida.
Do outro lado, e completamente seu o oposto, temos Dash (Austin Abrams). Um jovem cético, cheio de traumas familiares que acabou de terminar um relacionamento e decide passar o feriado de 25 de dezembro sozinho. Seus caminhos se encontram quando, em passagem pela The Strand, acaba encontrando o caderninho de desafios.
É a partir do caderninho que nossos protagonistas começam a interagir. Sem se conhecerem pessoalmente, ambos entram na brincadeira um do outro. Os desafios variam de encontrar frases em diferentes títulos na livraria a experimentar o prato preferido do outro em algum restaurante.
A dinâmica é bem interessante e rapidamente envolve o espectador. Mas a magia da série está na especificidade de trocar correspondências e não só na época do ano. E é incrível ver hoje, na era da tecnologia, dois jovens estabelecendo um relacionamento através de mensagens escritas num caderno. Faz lembrar da época em que trocavam-se cartas.
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| Midori Francis como Lily | Reprodução/Netflix |
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| Midori Francis como Lily | Reprodução/Netflix |
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| Austin Abrams como Dash | Reprodução/Netflix |
A trama se passa em Nova York, uma cidade que aprendemos a olhar com encanto desde sempre, mas que tem o encanto maximizado nas produções natalinas. Com neve e todos os enfeites de Natal, a cidade parece realmente um paraíso pronto para o início de uma belíssima história de amor.
Lily não é a típica garota que nunca foi beijada. Ela não está inserida no estereótipo de personagem tímida e careta; ela é carismática, simpática, divertida e até um pouco atrapalhada. Dash por sua vez, lembra bastante o padrão de galã riquinho e antipático. Mas ainda que se porte com uma certa arrogância no início, ele acaba conquistando o público no desenrolar da história.
Embora seja uma comédia romântica, o suspense dos desafios do caderninho vermelho são o ponto central da série. A todo tempo Dash e Lily dão pistas um ao outro sobre suas vidas e seus gostos, compartilham suas angústias e até se encontram por acaso sem que saibam quem são. Mais clichê que isso só a referência que fazem a Cinderella.
Além dos protagonistas, o elenco secundário também chama atenção e desperta curiosidade embora não tenham tido o brilho que poderiam ter tido.
Diferente dos milhares de clichês que estamos acostumadas a assistir, em Dash & Lily ninguém precisa ser salvo. Ambos personagens possuem histórias individuais bem construídas, pela quantidade de episódios que foram apresentados, e eles se encontram de uma forma linda. É o típico título clichê perfeito para a temporada natalina e tempos delicados de coronavírus. A probabilidade é que não tenha uma continuação, mas tendo a gente fica feliz pois é impossível terminar a rapidíssima maratona de oito episódios sem sentir um quentinho no coração. Assistam ♥
Não gostar de assistir as séries do momento na época que elas estão passando pode ter suas vantagens – ou não. A triste confirmação do óbito da Naya Rivera, em julho, no mesmo dia em que Cory Montheith foi encontrado morto há sete anos foi notícia por alguns dias. Como produtora de conteúdo, acompanhei angustiada às buscas pela atriz e senti que era a hora de dar uma chance à série tão famosa e querida por muitos de meus amigos queridos.
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| Glee | Foto: Reprodução Fox |
Assistir uma das séries mais bem sucedidas e comentadas dos anos 200 após dez anos de seu lançamento, é uma experiência no mínimo interessante. Glee: Em Busca da Fama gira em torno de estudantes do colégio William McKinley em Lima, Ohio, nos Estados Unidos. O enredo tem início quando o professor William Schuester (Matthew Morrison) resolve reabrir o coral da escola com um grupo diversificado de alunos que, como em todas as produções americanas, tinha tudo para não se darem bem.
E então, os Novas Direções acaba sendo formado. A excluída, a negra, o gay, o deficiente físico, o atleta e a asiática fazem parte da formação original do grupo. Sim, todos dentro das caixinhas que a sociedade os impõe.
Embora sexo, gravidez na adolescência, racismo e temáticas LGBTQIA+ sejam retratadas nas telinhas há muitos anos, pois arte é isso, me chamou a atenção no quanto essas pautas ganharam espaço em uma série, voltada para público teen, lançada há dez anos.
Ora, em 2009 a gente ainda tinha internet discada e nos meus treze anos, minhas preocupações eram ser aceita no grupo das populares do colégio e conseguir conversar pelo msn depois do jantar sem precisar desligar a internet para alguém usar o telefone fixo. Mas através de Glee, Ryan Murphy já estava aí falando de aceitação e sonhos, tentando quebrar barreiras dos mais diversos preconceitos com muita música e o humor ácido da treinadora Sue Sylvester (Jane Lynch).
O conteúdo e os assuntos de Glee que chamam a atenção
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| Glee | Foto: Reprodução Fox |
A propósito, o que é Santana Lopez (Naya Rivera) cantando ‘If I Die Young’ no episódio de homenagem ao Cory? Um tremendo gatilho, arriscaria dizer.
É quase impossível não imaginar como foi a repercussão de alguns dos episódios naquela época. Glee é uma produção muito ampla que abraça o público jovem de uma maneira muito bonita. Mesmo em um cenário escolar e com situações cotidianas, é possível entender um pouco a percepção de cada um dos personagens e se enxergar naquele contexto – mesmo não estando mais vivendo essa realidade acadêmica.
Acompanhar a evolução e o amadurecimento de muitos daqueles personagens é um caminho interessante também. Como o valentão que faz bullying com todo mundo coloca a mão na cabeça e entende que talvez isso não seja legal? Como a arte pode impactar positivamente na vida das pessoas e colaborar com um melhor desenvolvimento intelectual e pessoal? E é por isso hoje que a gente vive defendendo arte e cultura por aí.
Em contrapartida, os estereótipos criados para os adolescentes daquela época ainda os acompanham. Hoje, saber que os atores nos seus vinte e poucos anos estavam interpretando adolescentes, pelo menos oito anos mais jovens, é contribuir para um padrão estético que sempre vai ser inalcançável.
No final, Glee durou mais do que deveria
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| Glee | Foto: Reprodução Fox |
Se Ryan Murphy tivesse acabado Glee na terceira temporada e resolvesse depois lançar um spin-off do grupo em Nova York teria sido incrível. Depois do quarto ano, a ideia de recriar o coral com novos personagens e seguir os mesmos ‘problemas’ do grupo anterior só deixou o enredo massante e chato.
Provavelmente, se a série fosse lançada hoje o público exigiria um protagonismo igualitário nas performances. Esse foi um ponto que me incomodou e que inclusive era pauta das conversas entre os personagens, no próprio roteiro. Para mim, Glee seria uma produção bem mais rica em performance e musicalmente se os principais solos não fossem só para Rachel Berry (Lea Michelle). Mas entendo. Afinal, ela era a protagonista da série e queridinha do produtor.
Ayway, ao longo das seis temporadas, acompanhamos a caminhada da Rachel em busca da realização de seu sonho: ganhar um Tony, o maior e mais prestigiado prêmio do Teatro americano. E a mensagem mais importante, talvez a mais forte de Glee, é para não desistir dos sonhos. ♥
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| Bobby Berk, Karamo Brown, Tan France, Antoni Porowski e Jonathan Van Ness | reprodução netflix |
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| reprodução / netflix |
1. Todo mundo tem uma história para contar
2. Quebra de paradigmas
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| reprodução giphy / queer eye |
3. Todo mundo precisa de cuidados
4. A moda é para todes
5. Muito além de um reality show
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| imagem: reprodução | netflix |
A nova produção da Netflix é ambientada em Madrid, o que já é um baita convite para assisti-la, já que a capital da Espanha é uma das cidades mais bonitas da Europa. De forma descontraída e leve, Valéria nos faz refletir sobre muitos assuntos comuns aos jovens adultos, também conhecidos como millennials. Ousaria dizer, inclusive, que essa seria uma versão de “Sex and The City”, só que mais moderna, mais animada, mais madura com um toque especial de novela espanhola.
Assim como na produção americana, o sexo é um dos assuntos principais, porém, Valéria vai além quando põe em perspectiva alguns dos tipos de relacionamento que vivemos: profissional, romântico, familiar e de amizade. E não para por aí! A fantasia do emprego perfeito, a busca pelo apartamento que caiba no orçamento, os traumas que carregamos conosco e a insegurança de ser quem você é verdadeiramente também fazem parte do quebra-cabeças.
Por fugir do público teen, Valéria acerta em trazer a tona reflexões sutis sobre a vida da galera que está quase trintando. Pretende-se que nessa idade já tenhamos um conhecimento maior sobre nós mesmos, nossas ambições, uma certeza sobre relacionamentos e um plano “B” caso algo dê errado. Mas, ó, tudo não passa de uma grande idealização frustrante criada pela sociedade mágica de nowhere.
A inserção de recursos do mundo digital na telinha, como as conversas, áudios e fotos, torna a história mais atraente e divertida. E é bonito ver o quanto a tecnologia aproxima as quatro mulheres e fortalece a amizade, possibilitando uma maior interação entre elas durante o dia – mesmo que seja para receber um áudio de quinze minutos.
Cada episódio tem uma abertura diferente que particularmente adorei. Outros pontos a serem apreciados são: a fotografia, que é belíssima cheia de cores vibrantes; O idioma espanhol, carregado de sensualidade; E o figurino, que reflete a moda com pegada vintage, meio 1990, como temos hoje e que conversa muitíssimo bem com as diferentes personalidades das personagens.
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| imagem: reprodução | netflix |
O seriado é uma adaptação da saga homônima de Elísabet Benavent. Ao todo, a autora escreveu cinco livros. A dona Netflix ainda não informou sobre uma segunda temporada, embora tenha vários ganchos abertos para isso e história nos livros. A gente torce para que seja renovada, pois ela é bem gostosinha de assistir. ♥
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| imagem: reprodução | netflix |
Para além de entregar uma fotografia lindíssima, figurinos característicos da época e um ambiente completamente favorável a viagem do tempo, Hollywood também propõe uma leve reflexão sobre como seria o cinema hoje caso tivéssemos a oportunidade de reescrever a história. Uma mistura de ficção e realidade, a produção traz ao debate alguns assuntos que dificilmente seriam reproduzidos e debatidos em 1947 como o racismo, da sociedade e da indústria, e a homofobia.
Sem um protagonismo específico, conhecemos um pouco dos sonhos e desejos de: Jack Castello (David Corenswet) um ex militar bonitão que não se vê em outra profissão que não sendo ator; Archie Coleman (Jeremy Pope), um homem negro e gay que sonha com o reconhecimento como roteirista; Camille Washington (Laura Harrier), atriz negra que busca sua oportunidade como protagonista; Raymond Ansley (Darren Criss), um diretor mestiço que quer mostrar seu trabalho; Avis Amberg (Patti LuPone), a esposa ignorada e dona de casa que busca seu reconhecimento. Confira o trailer:
O grande “e se” que a série provoca pode até fazer com que você passe despercebido de alguns detalhes verídicos como a Queen Latifah que interpretou a Hattie McDaniel, a primeira mulher afro-americana a ganhar um prêmio Oscar, em 1940. O Jim Parsons que deu vida ao Henry Wilson, um agente de talentos que lançou vários artistas mas que escondia sua homossexualidade pelo grande preconceito da época. E o Rock Hudson, personagem de Jake Picking, um galã dos anos 1950 e 1960 que se assumiu gay em determinado momento da carreira.
Para admiradores do cinema, Hollywood é uma grande oportunidade de conhecer um pouco do universo por trás dele. As reuniões que acontecem pré e pós um roteiro ser aprovado, os orçamentos, os testes e escolha de elenco. A cena da “famosa” table read, momento em que atores, produtores e roteiristas se reúnem para a leitura do roteiro é um momento simbólico e bonito de ver. Se você curte cinema e gosta de história, é quase certo que terá impulso de buscar mais conhecimento sobre essa época.
Segundo os críticos, Hollywood é o retrato perfeito de quem Ryan Murphy é no audiovisual. Mas se você não conhece, te conto quem ele é por algumas produções: Glee, American Horror Story, The Politician e Pose. O roteirista é conhecido no showbizz por pautar representatividade de todas as formas e chegou a ser rotulado como o “homem mais poderoso da televisão” pela revista New Yorker em 2018.
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| imagem: reprodução | netflix |
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Ainda não sabemos se a série terá outras temporadas. De todo o jeito, a mensagem que fica é muito positiva, sobretudo nesse momento delicado de isolamento social e pandemia mundial. Não só pelo clichê que sempre ouvimos “não desista dos seus sonhos”, mas também: conte sua história. Certamente há alguém, em algum lugar, interessado em ouvir. É isso!
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| imagem: reprodução/NBC |
E, se mesmo com tudo isso você ainda não está convencido que deve maratonar essa série, veja os itens abaixo.
1. Elenco incrível
Um dos fatores que influenciam no sucesso de uma série, sem dúvida alguma, é o elenco. Good Girls conta com nomes conhecidos: Christina Hendricks de Mad Men e Firefly, Mae Whitman de D.u.f.f. e As Vantagens de ser Invisível e Retta, de NBC, Parks and Recreation e comediante. Juntas, dão vida as protagonistas da série Beth, Annie e Ruby e encantam o público, cada uma com suas características.
Não só o fato das protagonistas serem mulheres, como a criadora: Jenna Bans. A série está fazendo um baita sucesso e olha que incrível ver uma série bem estruturada, interessante feita e criada por mulheres. Eu não sei vocês, mas depois que descobri essa informação fiquei ainda mais feliz com isso. Quem acompanha um pouco mais as discussões feministas sabe como ainda é incomum ver mulheres por trás de shows de sucesso (infelizmente, né?). You go girl!
3. Comédia Dramática
O gênero da série é algo curioso porém eu diria que é determinante para a retenção da atenção dos telespectadores. As coisas acontecem de forma tão absurda que ao mesmo tempo é engraçado e você se pega rindo do desespero ou comemorando com as conquistas das personagens. A história te envolve de uma maneira que no fim, você já está torcendo para o crime dar certo, para as manas ficarem com os bandidos e pra tudo ficar bem, hahaha.
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| imagem: reprodução/NBC |
Além de prender a atenção muito bem com as loucuras das protagonistas, os dilemas secundários das famílias ou das próprias mulheres são interessantes e diversos. Tem o racismo que a Ruby sofre durante seu expediente na lanchonete, tem a filha da Annie que não se identifica com o gênero, levantam a questão do assédio no trabalho, traição e depois mentiras para manter um casamento e muito mais.
5. Disponível na Netflix
Precisa explicar esse motivo? Acho que não! Se existia um mundo antes de criarem o serviço de streaming a gente não sabe, no entanto que o conceito de maratona foi implementado muito bem pela Netflix a gente sabe e reconhece muito bem. Ter séries incríveis no catálogo é a meta da empresa, e cabe a nós maratona-las e torna-las sucesso.
O curioso é que as personagens são bem verdadeiras e a criadora foi muito feliz em mostrá-las como mulheres transparentes e com problemas reais. Já que mesmo elas estando erradas nas atitudes se baseiam no valor de que estão fazendo isso pelas suas famílias.
A segunda temporada já foi confirmada para 2019 pela produtora, Jenna Bans, que disse ainda que esta será mais emocionante que a anterior. Quem já estamos ansiosas para o retorno das Good Girls?
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| reprodução/fox century |
Brooklyn nine-nine é uma série de entretenimento original da Fox Century, recém resgatada do cancelamento pela NBC (thank you!), e conta o dia a dia da 99ª delegacia de policia do distrito de Brooklyn, NY. Lá, trabalham os detetives Jake Peralta (Andy Samberg), Rosa Díaz (Stephanie Beatriz), Amy Santiago (Melissa Fumero), Terry Jeffords (Terry Crews), Charles Boyle (Joe Lo Truglio), Scully (Joel McKinnon Miller), Hitchcock (Dirk Blocker) e a assistente Gina Linneti (Chelsea Peretti). A rotina da 99 muda quando o novo (e sério) capitão chega à delecacia para colocar as coisas em ordem, Capitão Ray Holt (Andree Braugher).
Uma das características que torna esse show único são os episódios especiais de Halloween. Após, na primeira temporada, o det. Peralta apostar com o cap. Holt que se roubasse antes da meia noite uma medalha que tinha valor ao capitão, o mesmo deveria reconhecer Peralta como o melhor detetive da 99, os episódios temáticos de Halloween viraram tradição do show. Os finais e o enredo são sempre envolventes e surpreendentes.
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| reprodução/fox century |
E mesmo se tratando de entretenimento, a série também é policial. As investigações não são deixadas de lado e também ganham espaço, assim como a parte burocrática da atividade de um detetive americano. Tem aquele famoso bandido clichê conhecido por todo o distrito, que vez ou outra aparece mas sempre consegue escapar. E também o chefe chato que quer sempre ferrar com alguém (olá, Madeline).
Não posso esquecer das inúmeras referências ao mundo pop que a série faz, não é mesmo? Se você gosta de Harry Potter, Universo Marvel, The Handmaid’s Tale, Sense8, entre outros você vai adorar as sacadas geniais que os personagens têm. E o legal é que são todas tão naturais que as vezes você até se questiona se foram de fato reais.
De verdade, não consigo imaginar outra série que tenha um propósito tão legal e que seja tão leve e fácil de assistir como B99. A série inclusive já ganhou um Golden Globe de melhor série de comédia (em 2014). Tá vendo, até a academia diz que essa é a melhor série de comédia dos últimos tempos ♥ ou eu vou acreditar assim, hahaha. Aproveita que tem 4 temporadas disponíveis na Netflix e já faz aquela maratona!
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| reprodução/netflix. "Eu não sou propriedade de ninguém" |
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| reprodução/netflix. |
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| imagem/reprodução |
Para Sempre Alice é um filme delicado, sério e de tirar o fôlego. Alice Howland é uma professora de linguística feliz pelo que conseguiu construir, tanto na carreira como em âmbito pessoal. Porém, aos cinquenta anos recebe diagnóstico inesperado de Alzhaimer precoce, que faz com que algumas coisas comecem a mudar na sua vida.
Esquecer de coisas, compromissos, lugares, pessoas e principalmente de todas as suas memórias é um processo muito doloroso. Palavras e todas a comunicação que eram tão importantes na vida de Alice – que é a base de tudo o que ela construiu na sua carreira – começam a falhar e ela se vê perdida, literalmente, em meio a sua vida. Podemos dizer que aos poucos, a protagonista vê sua vida se desmontando.
O longa, basicamente relata a evolução da doença e como ela pode afetar não apenas quem é portador mas toda a família e quem convive ao redor. Trás uma reflexão importante sobre o quão pequenos somos em relação aos nossos problemas cotidianos. Muitas vezes insistimos em ver tudo com uma lente de aumento quando na verdade deveríamos olhá-los de cima, afinal, grandes somos nós que podemos detê-los ou resolvê-los.
Estamos diariamente expostos a vida cotidiana e obviamente contratempos surgirão e com eles, talvez, coisas que não esperamos. A menos que este contratempo seja uma doença progressiva e sem cura, a gente é capaz de consertar e resolver tudo. Tudinho mesmo! Não faça dos seus problemas maiores do que eles de fatos são.
Acho que a mensagem que o filme tenta passar, além de alertar o quão rápido pode ser a evolução dessa enfermidade, é que nós não somos tão pequenos quando pensamos ser. Viva cada momento e dê o seu melhor. A mensagem de hoje era essa. ♡
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| "Supere as dificuldades e então terá uma vida maravilhosa" |
Desconfortável, essa é a palavra que define To The Bone. Dirigido e escrito por quem sofreu tal doença, é um filme um tanto quanto delicado e difícil, levando em consideração que aquelas cenas são realidade para muita gente. Como espectadora, que não tem nenhuma vivência com distúrbios desse tipo – tanto pessoais quanto de pessoas ao redor – fiquei muito impressionada e ao mesmo tempo reflexiva pela possibilidade de conviver com pessoas com essa doença e não saber como ajudar.
O vício em cortar calorias para alcançar um nível irreal de padronização estética é algo surreal e inacreditável. Particularmente eu não tinha noção do quão difícil é viver numa realidade dessas. Imagino que a dificuldade de tratamento, da busca por ajuda, do se reconhecer vulnerável a algo que é maior que a gente seja perturbador. A anorexia é uma dor não só pra quem está vivendo, que não entende e/ou tem forças suficientes pra conseguir se tratar, mas também pra família e quem vive ao redor, por não saber como e o que fazer para ajudar.
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| "Fique boa, mas não perfeita!" |
Ao mesmo tempo que a produção é muito forte e rica em trabalhar os detalhes e efeitos da patologia, ele possui algumas mensagens motivacionais, empoderadoras e reflexivas. Me fez pensar o quanto a gente vive no nosso próprio mundinho achando que o jardim do vizinho é mais bonito. Vale muito a pena assistir, pois o longa é repleto de ensinamentos e conhecimento nunca é demais.
"Cada um tem uma luta diferente, a gente não deve julgar ninguém." Já pensou que as vezes, aquela garota magra não é assim por genética e sim por estar se submetendo a coisas inacreditáveis para se encaixar em um padrão de beleza que nem deveria existir? Pense nisso!
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| imagem: papo de cinema | filme scoop - o grande furo |
Afim de participar da blogagem coletiva de um dos meus grupos preferidos de interação de blogueiras, o Bloginspira, e também pensando em facilitar a vida das amigas que se interessem na profissão, tenham curiosidade na área ou apenas tenham o hobby de assistir filmes, vou listar cinco títulos recentemente assistidos com o tema Jornalismo o qual julgo que valham a pena assistir. A ordem é do mais leve para o mais pesado. Prontos?
1. Special Correspondents (2016)
É uma comédia que faz uma sátira ao jornalismo sensacionalista. Dois funcionários de uma rádio deveriam ter embarcado para o Equador, para uma cobertura jornalística dos conflitos locais. No entanto, além de perder os passaportes – o que os impediu de concluir a viagem – e com o intuito de aumentar a audiência de seu programa, o radiojornalista e seu técnico de som têm a grande ideia de forjar seu próprio sequestro – mesmo sem ter saído de Nova Iorque. O gênero não é o mais comum para filmes neste tema mas adorei a crítica. Em tempos de internet, é fácil alterar informações e fingir acontecimentos, ainda que não dessa maneira. Garante umas boas risadas!
2. Scoop - O Grande Furo (2007)
Uma comédia romântica com cenário de investigação jornalística. Uma estudante de jornalismo recebe uma informação valiosa do espírito de um jornalista famoso, recentemente morto. O falecido Joel Strombel a revela que o procurado assassino em série é Peter Lyman, um aristocrata inglês. Com esse furo e em busca da verdade, ao lado de Sid Walterman, um mágico local, a jovem decidem investigar Lyman. O que Sondra não esperava era se apaixonar por ele. Típico de sessão da tarde ou de dias chuvosos. Bem gostosinho de assistir e divertido.
3. O Arbutre (2014)
Quebrando a ética e todas as regras de comprometimento com a verdade que jornalistas tem, Louis Bloom decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente, de Los Angeles, mesmo sem nenhum conhecimento na área. Com uma câmera e equipamento radiofônico policial, ele saí a noite pelos bairros da cidade, a procura de crimes, assassinatos, acidentes e afins para produzir seu material e vendê-lo a uma emissora local. Surpreendente e inacreditável os meios que ele utiliza para registrar, modificar e manipular uma cena do crime para obtenção do seu lucro. Fiquei um pouco assustada. É um filmaço!
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| imagem: adoro cinema | filme conspiração e poder |
Até onde vai o comprometimento de um jornalista com a sua fonte? É o que a gente se pergunta o tempo todo assistindo Faces da Verdade. A colunista política Rachel Armstrong descobre sobre uma operação secreta da CIA, que foi ignorada pelo Presidente, de ordenar ataques aéreos contra a Venezuela. Com esses dados, Rachel publica uma matéria revelando o nome de uma das agentes (o que é considerado um crime), e o governo americano a faz ser detida por se recusar a revelar suas fontes. O enredo é super envolvente, a história e o desfecho é emocionante. Inacreditável o que a protagonista fez para defender quem a contou este segredo. Vale muito a pena!
5. Conspiração e Poder (2016)
Para quem gosta de história (e política) é um prato cheio! Baseado no livro de memórias da jornalista Mary Mapes, Conspiração e Poder se passa em 2004, nos EUA e retrata a busca de informações de uma produtora da CBS, Mary Mapes, sobre suspeitas de que o presidente George W. Bush usou a influência de seu sobrenome para não combater a Guerra do Vietnã. Após produzir um material e levá-lo ao ar, forças poderosas lutam para reverter a história que foi dita levando em consideração um documento que poderia não ser original. O nervosismo, certamente, será um companheiro na hora de assistir esse filme. Nos faz refletir sobre o quão influenciável a mídia, ou o famoso quarto poder, é.
E aí, gostaram das indicações? Esqueci de algum filme desse gênero disponível na plataforma? Já assistiu algum deles? Me contem nos comentários galere :)
Cara gente branca, nossa cor de pele não é uma arma. Não precisam ter medo dela.
Samantha White
Assim como o machismo está enraizado na nossa cultura, a intolerância ao ser de pele escura também está presente da maneira similar. A exemplo, observamos na forma com que aprendemos conteúdos da disciplina de história: sabemos muito pouco sobre o continente africano, seu povo e sobre as lutas de pessoas negras em nosso país. Digo isso não só por pesquisa como por conhecimento próprio de quem foi aluna de escola pública a vida inteira. Isso acaba nos inserindo em um paradigma interminável no qual acredito que se não aprendemos a respeitar o diferente desde cedo, conforme o tempo vai passando essa atitude se torna cada vez mais difícil – porém não é impossível!
Cara Gente Branca expõe a visão norte americana da violência racial sofrida por negros, apesar disso essa perspectiva pode ser facilmente percebida aqui no Brasil. O tempo todo somos condicionados a pensar e julgar o negro como alguém errado, desprovido de cultura e inteligência. Isso é histórico! Ora, vivemos em um país miscigenado. Já está mais do que na hora de mudar a postura e começar a ter um pouco mais de amor ao próximo e acima de tudo respeito, não é mesmo?
Se você já assistiu, me conta nos comentários o que achou. Vamos divulgar, enaltecer e empoderar essa série pela internetê (:















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