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20 abril, 2020
Fashion Revolution Online: Uma semana para repensar a moda e nossos hábitos de consumo
Repensar a moda, o consumo e tudo que envolve o universo fashion é uma tendência mundial que cresce ano após ano. Em 2013, um edifício que abrigava diversas fábricas têxteis desabou em Bangladesh. O acidente matou mais de mil pessoas e deixou outras 2.500 feridas. Após esse desastre, o conselho global de profissionais da moda criou o movimento Fashion Revolution Week, que incentiva a reflexão sobre o consumo e a transparência das empresas, além de celebrar as mãos que estão por trás das confecções.
A primeira vez que falei sobre o Fashion Revolution Week por aqui não faz muito tempo. Mas não custa recapitular que todos os anos, desde 2013, é realizado, na última semana de abril, um evento com o intuito de conscientizar e repensar a produção e o consumo e da moda. Esse ano, por conta da pandemia que recomenda que fiquemos em casa, poderemos acompanhar tudo online através do perfil @fash_rev_brasil no Instagram.
O debate é importante e atual. Estima-se que a indústria da moda seja uma das mais poluentes ao meio ambiente. Não só pela produção desenfreada e em larga escala como também pelo alto nível de peças que voltam ao meio ambiente de maneira mais rápida que anos atrás. Muitas das vezes – quase sempre, para falar a verdade – elas não são descartadas de forma adequada e acabam trazendo muitos prejuízos à natureza.
A revolução industrial e o sistema comercial capitalista contribuem com estímulo ao consumo excessivo e desnecessário. Muitas empresas são seduzidas pela mão de obra barata de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, o que acelera a produção em massa e em condições desumanas. E infelizmente ainda acontecem casos assim: em 2018, 38 marcas estavam envolvidas com trabalho escravo no Brasil.
O vídeo acima é de uma experiência em São Paulo, da campanha de 2016. Mas não é por ter quatro anos que ele deixa de ser válido para a discussão. A pauta é basicamente a mesma, o diferencial é que no momento delicado que estamos vivendo agora (leia-se coronavírus, isolamento social e grande possibilidade de crise na economia brasileira), nos leva a pensar o que podemos fazer no universo fashion para melhorar a cada dia e diminuir os impactos no meio ambiente? Bem, podemos começar pela consciência.
Esse ano, a Semana Fashion Revolution será digital e acontecerá de 20 à 26 de abril nas redes oficiais do evento, e os debates possuem quatro pilares: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. O futuro do consumo; educar para revolucionar; plástico, oceanos e a moda: qual a relação? São alguns dos temas das lives. A programação completa está disponível aqui.
Os discursos de sustentabilidade, diversidade, inclusão e afins tem ganhando cada vez mais força e visibilidade pelo mundo. Temos o grande potencial de evoluir enquanto humanidade no pós pandemia, basta criar consciência de que vivemos num planeta com recursos finitos. Não dá pra continuar do jeito que estávamos. Precisaremos nos reinventar enquanto pessoas, enquanto consumidores, enquanto sociedade. Que essa (r)evolução comece pela Moda!
Participe da campanha: pergunte às empresas #QuemFazMinhasRoupas, #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas. Esse exercício vai fazer com que a gente abra os olhos e se conscientize cada vez mais.
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| imagem: chloeabigail |
O debate é importante e atual. Estima-se que a indústria da moda seja uma das mais poluentes ao meio ambiente. Não só pela produção desenfreada e em larga escala como também pelo alto nível de peças que voltam ao meio ambiente de maneira mais rápida que anos atrás. Muitas das vezes – quase sempre, para falar a verdade – elas não são descartadas de forma adequada e acabam trazendo muitos prejuízos à natureza.
A revolução industrial e o sistema comercial capitalista contribuem com estímulo ao consumo excessivo e desnecessário. Muitas empresas são seduzidas pela mão de obra barata de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, o que acelera a produção em massa e em condições desumanas. E infelizmente ainda acontecem casos assim: em 2018, 38 marcas estavam envolvidas com trabalho escravo no Brasil.
O vídeo acima é de uma experiência em São Paulo, da campanha de 2016. Mas não é por ter quatro anos que ele deixa de ser válido para a discussão. A pauta é basicamente a mesma, o diferencial é que no momento delicado que estamos vivendo agora (leia-se coronavírus, isolamento social e grande possibilidade de crise na economia brasileira), nos leva a pensar o que podemos fazer no universo fashion para melhorar a cada dia e diminuir os impactos no meio ambiente? Bem, podemos começar pela consciência.
Esse ano, a Semana Fashion Revolution será digital e acontecerá de 20 à 26 de abril nas redes oficiais do evento, e os debates possuem quatro pilares: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. O futuro do consumo; educar para revolucionar; plástico, oceanos e a moda: qual a relação? São alguns dos temas das lives. A programação completa está disponível aqui.
Os discursos de sustentabilidade, diversidade, inclusão e afins tem ganhando cada vez mais força e visibilidade pelo mundo. Temos o grande potencial de evoluir enquanto humanidade no pós pandemia, basta criar consciência de que vivemos num planeta com recursos finitos. Não dá pra continuar do jeito que estávamos. Precisaremos nos reinventar enquanto pessoas, enquanto consumidores, enquanto sociedade. Que essa (r)evolução comece pela Moda!
Finalmente, me rendi aos encantos de Friends. Já falei que tenho uma certa resistência a séries de comédia. Sem sombra de dúvidas, como é muito especulado na internet, Friends é totalmente diferente de tudo o que já assisti. Mas, hoje eu quero mesmo é falar sobre moda nessa série dos anos 90. Nunca me apeguei tanto ao figurino de séries igual eu tenho ficado obcecada pelos looks de Rachel Green, inerpretada pela maravilhosa Jennifer Aniston.
Para quem não conhece, Rachel Greene é a famosíssima personagem de Jennifer Aniston na sitcom Friends, da NBC. Na série, Rach é uma das progonistas, junto com outros cinco personagens, que encantam o mundo até hoje com suas histórias, piadas e experiências comuns da vida de qualquer pessoa. Não vou entrar muito em detalhes pois mesmo sabendo que se trata de um TV show bem famoso tem gente que nunca assistiu, né? (oi, eu de dois meses atrás!).
A famosa frase de Lavoisier “nada se cria, tudo se transforma” define bem o que a gente conhece como tendências de vestimenta, não é mesmo? Aquele conselho de vó pra você guardar o que não está mais na moda hoje para o futuro é certeiro pois ela sabe bem que a moda vai e volta.
Atualmente estamos revivendo a moda dos anos 1990. Dizer que sempre amei jeans claros, roupas largas, segunda pele e etc, seria uma completa mentira, pois odiava tudo isso lá pelos anos 2000. No entanto, no incrível mundo moderno do ano 2018, e talvez influenciada por todas as referências que a gente vê todos os dias no pinterest, hoje eu amo jeans mom, pantacourt, oxford e acho tudo bem chique. Se houve uma época que a gente usava cós baixo e o tênis em-todos-os-looks não era cool, não me lembro!
Características do estilo dos anos 90
Pensa que vermelho, jeans, combinações minimalistas ou monocromáticas, transparências e florais são exclusividades desta década? Pois não são, monamour! Na verdade, essa pegada minimal surgiu com o movimento do Japonismo, lá nos anos 80, que podemos sintetizar em basicamente: cortes retos, oversized, monocromático, quimonos e floral (bem característico do país, né?).
A partir dessas trends, o ocidente se inspirou, deu aquela aprimorada básica e chegou ao que conhecemos como o estilo dos anos 90: cortes retos, oversized, monocromático, quimonos, floral, vermelhos, transparência, tênis branco, sobreposições e tudo mais, rs. Na época, o movimento grunge também deu sua contribuição a indústria com jaquetas e saias em couro, coturnos, xadrez, t-shirts de bandas, jeans rasgados, jaquetas e suéteres larguinhos.
Hoje, a gente pode dizer que as tendências são praticamente a reprodução, quase que exata, de tudo o que já foi febre anos atrás. Parece que voltamos no tempo e não fomos avisados.
Voltando ao estilo maravigold da personagem da Jenn Aniston, separei alguns das inúmeras combinações da telinha para gente observar, se inspirar e fazer sucesso compondo looks bem it girl do instagram (falando nisso, me segue lá!) ou do tumblr.
A Rachel ainda é rainha das repetições, pois mostra pra gente que essa neura de ‘não repetir looks’ está só na nossa cabeça – ou seria uma criação da indústria? –, pois vive repetindo as combinações. Até porquê né, a não ser que você seja Kardashian da vida, a gente não esbanja tanto dinheiros assim pra deixar de repetir um lookíneo só por vaidade ou um código consumista.
A figurinista oficial da série, Debra McGuire, já identificava que a personagem da Jennifer estava a frete do seu tempo e que provavelmente ditaria moda no futuro. Depois dessa enxurrada de referência, cê ainda tem dúvidas que ela estava certíssima, falou tudo?
Quem também está adorando esse estilo inspirado nos anos ‘90?
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| imagem: repdrodução/NBC, Fox. |
A famosa frase de Lavoisier “nada se cria, tudo se transforma” define bem o que a gente conhece como tendências de vestimenta, não é mesmo? Aquele conselho de vó pra você guardar o que não está mais na moda hoje para o futuro é certeiro pois ela sabe bem que a moda vai e volta.
Características do estilo dos anos 90
Pensa que vermelho, jeans, combinações minimalistas ou monocromáticas, transparências e florais são exclusividades desta década? Pois não são, monamour! Na verdade, essa pegada minimal surgiu com o movimento do Japonismo, lá nos anos 80, que podemos sintetizar em basicamente: cortes retos, oversized, monocromático, quimonos e floral (bem característico do país, né?).
A partir dessas trends, o ocidente se inspirou, deu aquela aprimorada básica e chegou ao que conhecemos como o estilo dos anos 90: cortes retos, oversized, monocromático, quimonos, floral, vermelhos, transparência, tênis branco, sobreposições e tudo mais, rs. Na época, o movimento grunge também deu sua contribuição a indústria com jaquetas e saias em couro, coturnos, xadrez, t-shirts de bandas, jeans rasgados, jaquetas e suéteres larguinhos.
Hoje, a gente pode dizer que as tendências são praticamente a reprodução, quase que exata, de tudo o que já foi febre anos atrás. Parece que voltamos no tempo e não fomos avisados.
Voltando ao estilo maravigold da personagem da Jenn Aniston, separei alguns das inúmeras combinações da telinha para gente observar, se inspirar e fazer sucesso compondo looks bem it girl do instagram (falando nisso, me segue lá!) ou do tumblr.
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| Camisa amarrada na cintura / Gola alta / Vermelho e variações / Xadrez |
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| Quadriculado, verde militar & gola / Saia lápis, maxi casaco / Monocromático / Xadrez, tshirt |
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| Vestido (de botão!) e camiseta / Transparência e floral / Estampa vichy / Vestido de alcinha |
A figurinista oficial da série, Debra McGuire, já identificava que a personagem da Jennifer estava a frete do seu tempo e que provavelmente ditaria moda no futuro. Depois dessa enxurrada de referência, cê ainda tem dúvidas que ela estava certíssima, falou tudo?
Quem também está adorando esse estilo inspirado nos anos ‘90?
A Renner, maior grupo de lojas de departamento brasileira, lançou essa semana uma nova linha de produtos – ou melhor, uma etiqueta com conceito – a REjeans. A proposta é bem legal: “em vez de descartadas, as sobras de tecido do processo de corte de novos jeans renner são reaproveitadas. Depois de desfibrado e transformado em novos fios, é feito um novo tecido que é readquirido novamente como matéria prima”. Trata-se de um processo de reciclagem pré consumo, que é quando a sobra de tecido têxtil (que não saiu da fábrica) é reaproveitado. Essa novidade me acendeu uma luz e alguns questionamentos.
Sustentabilidade, moda consciente, meio ambiente e futuro tem sido assuntos muito recorrentes na minha vida nos últimos meses. Depois que li a mágica da arrumação, fiz o armário cápsula e comecei de fato a consumir esse tipo de conteúdo, pensar mais nas minhas escolhas, refletir mais sobre tudo o que está envolvido nesses processos, minha relação com o comprar mudou completamente. Os valores que você adquire e a consciência que desenvolve com o ato de comprar roupas é algo surpreendente e traz consigo a motivação em buscar mais conhecimento, assistir documentários, ler livros, blogs e sites que façam você entender melhor e tentar melhorar essa visão e cultura que a gente tem em consumir e como usar e administrar o nosso dinheiro.
A iniciativa parece ser interessante, segundo o blog de estilo da marca eles desenvolvem todo um trabalho social e sustentável na empresa, mas a gente tem que se perguntar até que ponto isso realmente palpável. As lojas de departamento produzem em uma escala absurda e desnecessária, voltada para a sociedade do consumo – com todo um histórico capitalista por trás, que vem desde a revolução industrial (e que pode ser assunto para um outro post, né?) –, mas a questão que fica é até que ponto as fast fashions conseguem monitorar a produção? Outra questão é porque a transparência, ainda que incompleta, é tão difícil e parece inalcançável para essas marcas? Pois se é possível lançar uma nova linha, ou um ideal, de produtos com etiqueta personalizada e com informações sobre o produto, porque não aderir essa ideia e colocar a informação detalhada do tecido em todos os produtos?
Lógico que toda essa onda de conscientização, moda sustentável, cuidado com meio ambiente, reduzir produção de lixo e afins ainda (infelizmente) é uma novidade, uma tendência, nesse mundo fashion mas a preocupação é muito séria e envolve muitas coisas além do nosso dinheirinho suado, a loja e o bem durável (que, convenhamos, as vezes nem é tão durável assim não é?). A compreensão de que antes da brusinha ser brusinha tem todo um trabalho de produção do tecido, corte, costura, lavagem e tintura (que gastam absurdos litros de água), transporte e entre muitos outros processos, que para chegar nas lojas por R$49,90 é surreal. E aí a gente precisa pensar: onde, nessa cadeia de produção, está havendo desequilíbrio. As lojas funcionam para obter lucros, mas os funcionários estão recebendo adequadamente para suas funções? Por funcionários não me refiro apenas aos lojistas mas a todos os envolvidos e principalmente quem está na produção, que geralmente é quem sofre mais.
Contudo, ações como esta mostram que está nascendo uma preocupação da marca com o meio ambiente e em atender uma nova demanda de consumidores preocupados com aquilo que estão comprando. Reciclar tecido é uma alternativa que gera menos impacto no meio ambiente, afinal gasta-se menos água, gera menos lixo e o tecido não vai para o aterro.
Ainda que esta não seja a forma mais ideal de produção sustentável, ainda que a maioria da produção seja em larga escala e com matéria-prima misturada e outras razões mais, só o fato desses tecidos que seriam descartados ganharem uma nova funcionalidade e um tempo maior de usabilidade, já demonstram que estamos no caminho certo e que futuramente vai ser possível que a revolução da moda (e do consumo!) aconteça de verdade.
Cabe a nós, consumidores, o papel de fiscalizar essas empresas. Analisar a conduta delas como um todo: relacionamento com cliente e colaboradores, os fornecedores, as campanhas, os lançamentos, o posicionamento e etc. De nada adianta um lançamento sensacional e uma conduta completamente contrária, como a gente tem sido bem recorrente a alguns grandes grupos.
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| imagem: @ohleighann |
A iniciativa parece ser interessante, segundo o blog de estilo da marca eles desenvolvem todo um trabalho social e sustentável na empresa, mas a gente tem que se perguntar até que ponto isso realmente palpável. As lojas de departamento produzem em uma escala absurda e desnecessária, voltada para a sociedade do consumo – com todo um histórico capitalista por trás, que vem desde a revolução industrial (e que pode ser assunto para um outro post, né?) –, mas a questão que fica é até que ponto as fast fashions conseguem monitorar a produção? Outra questão é porque a transparência, ainda que incompleta, é tão difícil e parece inalcançável para essas marcas? Pois se é possível lançar uma nova linha, ou um ideal, de produtos com etiqueta personalizada e com informações sobre o produto, porque não aderir essa ideia e colocar a informação detalhada do tecido em todos os produtos?
Lógico que toda essa onda de conscientização, moda sustentável, cuidado com meio ambiente, reduzir produção de lixo e afins ainda (infelizmente) é uma novidade, uma tendência, nesse mundo fashion mas a preocupação é muito séria e envolve muitas coisas além do nosso dinheirinho suado, a loja e o bem durável (que, convenhamos, as vezes nem é tão durável assim não é?). A compreensão de que antes da brusinha ser brusinha tem todo um trabalho de produção do tecido, corte, costura, lavagem e tintura (que gastam absurdos litros de água), transporte e entre muitos outros processos, que para chegar nas lojas por R$49,90 é surreal. E aí a gente precisa pensar: onde, nessa cadeia de produção, está havendo desequilíbrio. As lojas funcionam para obter lucros, mas os funcionários estão recebendo adequadamente para suas funções? Por funcionários não me refiro apenas aos lojistas mas a todos os envolvidos e principalmente quem está na produção, que geralmente é quem sofre mais.
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| imagem @ohleighann |
Ainda que esta não seja a forma mais ideal de produção sustentável, ainda que a maioria da produção seja em larga escala e com matéria-prima misturada e outras razões mais, só o fato desses tecidos que seriam descartados ganharem uma nova funcionalidade e um tempo maior de usabilidade, já demonstram que estamos no caminho certo e que futuramente vai ser possível que a revolução da moda (e do consumo!) aconteça de verdade.
Cabe a nós, consumidores, o papel de fiscalizar essas empresas. Analisar a conduta delas como um todo: relacionamento com cliente e colaboradores, os fornecedores, as campanhas, os lançamentos, o posicionamento e etc. De nada adianta um lançamento sensacional e uma conduta completamente contrária, como a gente tem sido bem recorrente a alguns grandes grupos.
Lembrando que estas reflexões não são direcionadas a varejista Renner, viu gente? São apenas questionamentos relacionados a indústria da moda, que por acaso surgiram a partir do lançamento dessa nova linha de produtos da marca.
Quem nunca teve a sensação de estar totalmente sem roupa pra
vestir mesmo o armário estando cheinho de roupas, que atire a primeira pedra. Eu mesma me vi e ainda me vejo nessa situação inúmeras vezes, não posso negar. Mas posso dizer que com a leitura do livro da Marie Kondo + a prática da técnica do armário cápsula, esses dias ficarão no passado!
O termo armário-cápsula surgiu na década de 70, criado britânica Susie Faux. No entanto, foi através da Caroline Rector, do blog Un-Fancy, que a técnica se tornou uma mania mundial. A ideia é simples, consiste em montar um armário funcional, com peças atemporais que preferencialmente combinem entre si, usá-los por um determinado período de tempo (normalmente uma estação) e evitar adquirir novas peças. Para isso, é necessário reduzir a um número médio de 40 peças no guarda-roupa, somando partes de baixo (calça, saia, short, vestido e macacão), partes de cima, agasalhos e acessórios como bolsas e calçados.
Pensando assim parece fácil, certo? Massss, não é tanto quanto aparenta. Requer determinação, foco, planejamento e mudança de comportamento. Afinal, reduzir o armário de toda uma vida a 40 peças para uma estação, é bastante desafiador. Contudo, olhando pelo lado positivo, a técnica não só funciona como facilita e muito a vida, principalmente para quem não tem tempo para pensar em combinações ou que, assim como eu, costuma pegar a primeira roupa que vê pela frente, rs.
Para quem gostou da ideia, segue um mini passo a passo de como montar:
É legal nesses primeiros três meses ficar com as peças que você já tem observando o que te agradou mais e tal. Vale também montar uma pastinha no pinterest com todas as inspirações possíveis que você acha que combinam com seu estilo, pois isso irá te ajudar a montar a identidade do teu estilo pessoal. E lembrando de evitar o máximo possível de fazer novas compras, pra não sair muito do propósito do projeto. Aproveite para juntar uma graninha nesses três meses e investir em peças mais duradouras quando for a época de trocar estação.
Outra coisa interessante, é montar uma listinha dividindo-a em duas categorias: necessidades e desejos. Necessidade seria o que você realmente precisa, algum ítem primordial que você não tem e que está precisando pra ontem; Desejo é o que você identificou que gostaria que fizesse parte do seu armário mas não é algo tão urgente assim. Fazendo essa analogia, você não só economiza como também contribui com o ação slow fashion, que a gente consume menos e de forma mais consciente.
Ah, e não é regra que pra montar um armário cápsula você precise usar só roupas básicas ou branco, preto, cinza, listrado e poá não, tá? Use e abuse das cores, estampas e tudo o que você se sentir bem e o que te fizer feliz. Claro que peças básicas dão mais possibilidade de ornar com estampas diversas, mas se você tem personalidade e costuma usar estampa com estampa, #sejoga!
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| imagem: stocksnap |
Pensando assim parece fácil, certo? Massss, não é tanto quanto aparenta. Requer determinação, foco, planejamento e mudança de comportamento. Afinal, reduzir o armário de toda uma vida a 40 peças para uma estação, é bastante desafiador. Contudo, olhando pelo lado positivo, a técnica não só funciona como facilita e muito a vida, principalmente para quem não tem tempo para pensar em combinações ou que, assim como eu, costuma pegar a primeira roupa que vê pela frente, rs.
Para quem gostou da ideia, segue um mini passo a passo de como montar:
É legal nesses primeiros três meses ficar com as peças que você já tem observando o que te agradou mais e tal. Vale também montar uma pastinha no pinterest com todas as inspirações possíveis que você acha que combinam com seu estilo, pois isso irá te ajudar a montar a identidade do teu estilo pessoal. E lembrando de evitar o máximo possível de fazer novas compras, pra não sair muito do propósito do projeto. Aproveite para juntar uma graninha nesses três meses e investir em peças mais duradouras quando for a época de trocar estação.
Outra coisa interessante, é montar uma listinha dividindo-a em duas categorias: necessidades e desejos. Necessidade seria o que você realmente precisa, algum ítem primordial que você não tem e que está precisando pra ontem; Desejo é o que você identificou que gostaria que fizesse parte do seu armário mas não é algo tão urgente assim. Fazendo essa analogia, você não só economiza como também contribui com o ação slow fashion, que a gente consume menos e de forma mais consciente.
Ah, e não é regra que pra montar um armário cápsula você precise usar só roupas básicas ou branco, preto, cinza, listrado e poá não, tá? Use e abuse das cores, estampas e tudo o que você se sentir bem e o que te fizer feliz. Claro que peças básicas dão mais possibilidade de ornar com estampas diversas, mas se você tem personalidade e costuma usar estampa com estampa, #sejoga!
Acontece esta semana a Fashion Revolution Week, um movimento mundial de conscientização do consumo de moda. A campanha, que já está em seu quarto ano, propõe que nos questionemos em relação aos processos de produção e consumo da moda de maneira geral. A meta é estabelecer um debate entre marcas, clientes e profissionais do ramo da moda, para que um dia seja possível desenvolver uma moda mais transparente, sustentável e justa, em todas as esferas.
Quando decidimos por adquirir uma determinada peça de roupa, acessório ou calçado, estamos depositando um voto de confiança naquela empresa. E, geralmente, as questões de como e por quem é feito, em quais condições e de onde veio, não são muito relevantes na hora de fechar a compra. Porém, precisamos nos atentar cada vez mais as pessoas envolvidas e aos processos de produção, desde a colheita até as lojas.
Foi através da leitura da Mágica da Arrumação, de Marie Kondo, que comecei a refletir na forma como eu consumia coisas. A quantidade de objetos inutilizados e desconexos com a minha personalidade que guardava era tão grande, que seria capaz de atender toda a minha família. Com o Armário Cápsula, esse questionamento e vontade de mudar foi ainda mais forte, tanto que eu consegui ficar mais de seis meses sem comprar nenhuma roupa, acessório ou calçado.
Como comunicadora, venho estudando e observando muitos movimentos e debates que tem intuito de provocar mudanças positivas no mundo. Ações como a do FRW ganham evidência diariamente mundo afora, e como consumidora, me sinto na obrigação de compartilhar também por aqui. Afinal, quanto mais gente aderir o movimento melhor.
Por isso, essa semana vamos nos unir e ir até as redes sociais das marcas que usamos perguntar #QuemFezMinhasRoupas? e a partir daí, podemos analisar como essa empresa leva em consideração as questões de seus clientes, como ela trata seus colaboradores e muitas outras coisitas mais. O fundamental é, de agora em diante, observarmos mais o mundo a nossa volta, suas transformações e refletir o que podemos fazer para ajudar a melhorar o mundo e quem vive nele. E assim, o planeta agradece!
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| imagem: reprodução |
Foi através da leitura da Mágica da Arrumação, de Marie Kondo, que comecei a refletir na forma como eu consumia coisas. A quantidade de objetos inutilizados e desconexos com a minha personalidade que guardava era tão grande, que seria capaz de atender toda a minha família. Com o Armário Cápsula, esse questionamento e vontade de mudar foi ainda mais forte, tanto que eu consegui ficar mais de seis meses sem comprar nenhuma roupa, acessório ou calçado.
Como comunicadora, venho estudando e observando muitos movimentos e debates que tem intuito de provocar mudanças positivas no mundo. Ações como a do FRW ganham evidência diariamente mundo afora, e como consumidora, me sinto na obrigação de compartilhar também por aqui. Afinal, quanto mais gente aderir o movimento melhor.
Por isso, essa semana vamos nos unir e ir até as redes sociais das marcas que usamos perguntar #QuemFezMinhasRoupas? e a partir daí, podemos analisar como essa empresa leva em consideração as questões de seus clientes, como ela trata seus colaboradores e muitas outras coisitas mais. O fundamental é, de agora em diante, observarmos mais o mundo a nossa volta, suas transformações e refletir o que podemos fazer para ajudar a melhorar o mundo e quem vive nele. E assim, o planeta agradece!
A Fashion Revolution Week surgiu em Londres, no ano de 2013, da notícia de um desastre em Bangladesh, quando um edifício de produção têxtil desabou, matando mais de mil pessoas – em maioria mulheres – e deixando outras 2.500 feridas. O prédio abrigava diversas fábricas de roupa que produziam para renomadas grifes, em condições escravas.Para mais informações, acesse o site oficial da organização ou acompanhe pelas redes sociais.
Quem me conhece sabe, e percebe, que não sou lá muito ligada no quesito moda. Defino meu estilo como confortável. Sim, porque eu só saio de casa quando estou me sentindo bem com a roupa e dependendo da circunstância eu tenho que estar super confortável.
Contudo, com esse retorno do jeans pra moda eu tenho ficado um pouco mais ligada — porque adoro essas combinações com jeans e a moda dos anos 1990. Como sou curiosa, pesquisei sobre o que vai ser tendência pra esse inverno e conclusão: vou te mostrar as quatro que eu gostei e que já estou procurando pra ter no meu armário.
São aquelas peças de origem masculina que tomou conta dos armários femininos depois da segunda guerra mundial, em especial os blazers. Com belos cortes e alinhamento ao corpo, eles são os queridinhos da mulherada quando se quer dar um ar mais arrumado ao look.
Já fazem parte da moda há algum tempo e continuarão super em alta nessa temporada. Sueters, cardigans, sobretudo, moletom... tem de tudo pra se manter bem quentinha nesse inverno. Essas peças dão um ar mais confortável e "livre" em diversos looks, então #sejoga!
Como dizia Antoine Lavoisier: nada se cria, tudo se transforma, não seria diferente com a moda não é mesmo? Na temporada passada, observei a volta do jeans com uma leve pegada aos anos 1990, esse ano temos um pouco da pegada de 1980: roupas com acabamento em vinil, cores neon, leggings, e estampas estarão pelas ruas relembrando a época, de um modo mais adaptado.
Este nada mais é do que as peças novas que estão sendo produzidas em jeans que, thanks God, nunca sai de moda. Jaquetinhas, calças em diferentes tipos de corte — como essas de estilo mais "lavado", vestidos, camisas e até blazers. Tudo o que for de novidade entra no quesito do jeans sofisticado.
Gosto desses estilos mais desleixados pois parecem dar um ar de liberdade para a pessoa. Eu aposto no maxicasacos e no jeans sofisticado. E você, pretende aderir alguma dessas tendências ou tem alguma que não citei que tenha gostado mais?
Contudo, com esse retorno do jeans pra moda eu tenho ficado um pouco mais ligada — porque adoro essas combinações com jeans e a moda dos anos 1990. Como sou curiosa, pesquisei sobre o que vai ser tendência pra esse inverno e conclusão: vou te mostrar as quatro que eu gostei e que já estou procurando pra ter no meu armário.
Alfaiataria
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| * |
Maxicasacos
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| * |
Anos 1980
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| * |
Jeans Sofisticado
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| * Créditos: fashiolista, we heart it, google images; |
Gosto desses estilos mais desleixados pois parecem dar um ar de liberdade para a pessoa. Eu aposto no maxicasacos e no jeans sofisticado. E você, pretende aderir alguma dessas tendências ou tem alguma que não citei que tenha gostado mais?
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| weheartit |
Confesso que não sou muito adepta a moda em si. Quero dizer, eu gosto de me vestir de modo que eu me sinta bem e confortável. Não ligo se tá na moda ou não.. só, sou despojada. Masss, acontece que ultimamente, tenho pesquisado muito sobre essa moda da atualidade porque eu amo jeans (acho que deu pra perceber né?). Eu amo essa moda de roupas larguinhas, essa moda que era a dos anos 90... (claro que do jeito que é hoje né rs)
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| Imagens weheartit |
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| Imagem: weheartit |
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| sim, weheartit denovo :) |
Pra falar a verdade, eu não gosto da ideia de que eu sou de um estilo ou de outro, porque eu mudo tanto em tão pouco tempo, que chega a ser complicado eu classificar assim. Gosto de pensar que meu estilo quem define é o meu humor/a ocasião. Até porque, você vai sair com seus pais você não vai colocar um short curto, camisetão e short certo? Da mesma forma que você vai pro clube/praia com as amigas e não vai de vestidinho romantico e salto alto.
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| o melhor site pra iniciantes: weheartit (até que me provem o contrário) |
Obs: Era pra ser um post comentado sobre essa moda, mas acabou que me empolguei e deu nisso. Espero que gostem!
Comentem o que acharam (pode ser por aqui ou no twitter 1/ 2). Beijos
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