Assim como dia 4 de outubro é lembrado por todo fã do RBD (pois é o dia que marca o lançamento da telenovela no México em 2004 e é conhecido como Dia Mundial do RBD), hoje 3 de setembro, tem tudo para se tornar uma data histórica. Finalmente após muitos pedidos, a discografia do fenômeno mexicano estará disponível nas plataformas de música onlilne. E essa é uma conquista que merece ser celebrada.
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| RBDs na apresentação d série 'La Família' no México em 2007| imagem © getty images |
Em apenas quatro anos de carreira juntos, Anahí, Poncho, Dulce María, Christian Chávez, Maitê Perroni e Christopher von Uckermann conseguiram alcançar resultados inacreditáveis, somando 180 prêmios. O RBD foi eleito a melhor banda do mundo pela Billboard em 2008 e superaram o recorde de vendas de CDs que pertencia ao The Beatles. Até hoje eles são a banda mais premiada no Guiness Book.
Depois que a banda acabou, muito se especulava sobre um possível retorno. Pedro Damián, produtor da telenovela e do grupo, é um dos entusiastas que vive nos enchendo de esperanças. Há anos no promete um documentário da última turnê, a Tour Del Adiós (2008), com imagens inéditas. Mas com toda essa confusão de direitos autorais, que envolvia várias empresas e não só os seis integrantes, Pedro nunca teve autorização de veiculação (embora seja possível que esse material já esteja pronto há uns bons anos).
Como fã, a sensação é que dormi no ápice de uma pandemia e acordei novamente em 2005, quando a minha única preocupação era não perder a hora da novela. Embora o título “Rebelde” pareça agressivo, a telenovela narrava o cotidiano de seis adolescentes que estudavam em um colégio interno, o Elite Way School. Além de muito drama e brigas comuns da idade, outros assuntos importantes eram colocados em pauta como distúrbios alimentares, alcoolismo, bullying.
O legado de Rebelde além do RBD
A fala de Maitê no DVD Live in Rio de 2006 é uma das que carrego guardadas dentro do meu coração. “Todos os sonhos podem se tornar realidade (…) Uma coisa importante que lembrar: não importa sexo, língua ou religião. Todos somos iguais! Você e eu somos um só”.
Uma geração de fãs cresceu ouvindo de seus ídolos que era possível, bastava acreditar. Nos incentivaram a ser quem éramos e a nos orgulhar disso. A respeitar os outros e amar a todos mesmo com suas diferenças. A dar valor as amizades e a viver cada momento de forma intensa pois são todos únicos.
A gente acreditou que fadas existiam e que nós somos o sétimo RBD. E por essas mensagens serem tão fortes e tão presentes no discurso da banda que hoje, dezesseis anos após a estreia da novela, onze anos depois do fim do grupo nós, RBDmaníacos, ainda estamos aqui.
Como explicar? Éramos crianças cantando a plenos pulmões trechos em espanhol como “sálvame del olvido, sálvame de la soledad” e “solo quédate en silencio cinco minutos”. Mal sabíamos que esses e outros hinos atemporais ecoariam por tanto tempo em nossas mentes e corações, nos fazendo mais fortes e nos unindo em busca do nosso sonho: a discografia completa, de forma original e legal, nos streamings da vida.
Depois da discografia do RBD, o que vem por aí?
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| RBDs na casa de Alfonso Herrera em dezembro de 2019 | Foto: Reprodução/ Instagram |
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| "sangue menstrual não é sujo" | imagem @eugeniedbart |
O documentário despertou curiosidade e trouxe o assunto para discussão em maior escala e, de certa forma, nos alertou sobre alguns absurdos desconhecidos – até então, ignorados pela sociedade.
A escamação do útero, tão comum ao sexo feminino é considerada tabu no mundo todo. Um estudo global de 2018 da marca Sempre Livre, em parceria com a KYRA Pesquisa & Consultoria, que entrevistou 1.500 mulheres com idades entre 14 e 24 anos de cinco países (Brasil, Índia, África do Sul, Filipinas e Argentina) mostra que 54% das mulheres não sabiam nada ou tinham poucas informações sobre a menstruação. Além disso, 66% delas se sentem desconfortáveis durante o período menstrual e 57% sujas. Esses dados refletem o quanto o desconhecimento sobre a saúde feminina é preocupante.
Educação sexual não é só sobre relações sexuais, DSTs e prevenção de gravidez. Segundo a ginecologista Debora Rosa, do perfil Ginecologia Natural no instagram, “tirar a ideia de que menstruação é suja é fundamental para que as meninas vejam a menstruação como sagrada”. A médica acredita que se o tema fosse abordado com naturalidade nas escolas, talvez o estigma fosse menor. Para ela, “a menina quando menstrua nem está pensando em namorar e muitas vezes já escuta comentários desrespeitosos”.
Mulheres são 51,7% da população brasileira, de acordo com dados do IBGE de 2018. Ainda hoje não há uma legislação que determine obrigatoriedade de aulas de educação sexual nas escolas. O tema é citado nas aulas de ciências quando é necessário apresentar o sistema reprodutor feminino e masculino, entretanto o conteúdo costuma ser bem introdutório. Além disso, o debate familiar também não é comum. O que faz com que meninas e mulheres cresçam acreditando em mitos e não entendam direito os processos e as mudanças do próprio corpo nesse período.
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| "sem vergonha" | imagem @eugeniedbart |
Para Debora, a menarca – nome dado para a primeira menstruação – é uma espécie de “portal para iniciar uma nova fase da vida”. É importante que o assunto seja debatido em sociedade não só com mulheres. Seria importantíssimo que homens entendessem e respeitassem o processo, já que se trata de uma transição feminina que dura anos, diz a ginecologista.
O século XXI e a crescente onda do movimento feminista são potenciais motores para o crescimento da educação sexual e naturalização do assunto na sociedade. O empoderamento feminino é inclusive apontado pela ginecologista, Debora Rosa, como um fator positivo e importantíssimo às novas gerações com grandes chances de romper mitos e tabus sobre a menstruação. “Uma boa educação sexual empoderaria essas mulheres. Daria autonomia para elas se prevenirem sem precisar se intoxicar com hormônios e sem depender dos homens para, por exemplo, usar camisinha masculina. A mulher [quando conhece seu corpo e seu ciclo] assume o controle da contracepção dela, seja com uso da camisinha feminina, diafragma, percepção da fertilidade ou DIU”, afirma.
Ou seja, nosso caminho ainda é um pouco longo mas as crescentes movimentações sociais e a democratização do conhecimento, provocado pela internet, são nossos aliados na desmistificação de todos os estigmas que possam envolver menstruação e saúde feminina. Cabe a nós, mulheres, irmos em busca do conhecimento sobre nossa história e nossos processos para que a menstruação se torne um assunto cada vez mais natural na rodinha de amigas e na sociedade em geral. Vamos juntas? ♥
20 abril, 2020
Fashion Revolution Online: Uma semana para repensar a moda e nossos hábitos de consumo
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| imagem: chloeabigail |
O debate é importante e atual. Estima-se que a indústria da moda seja uma das mais poluentes ao meio ambiente. Não só pela produção desenfreada e em larga escala como também pelo alto nível de peças que voltam ao meio ambiente de maneira mais rápida que anos atrás. Muitas das vezes – quase sempre, para falar a verdade – elas não são descartadas de forma adequada e acabam trazendo muitos prejuízos à natureza.
A revolução industrial e o sistema comercial capitalista contribuem com estímulo ao consumo excessivo e desnecessário. Muitas empresas são seduzidas pela mão de obra barata de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, o que acelera a produção em massa e em condições desumanas. E infelizmente ainda acontecem casos assim: em 2018, 38 marcas estavam envolvidas com trabalho escravo no Brasil.
O vídeo acima é de uma experiência em São Paulo, da campanha de 2016. Mas não é por ter quatro anos que ele deixa de ser válido para a discussão. A pauta é basicamente a mesma, o diferencial é que no momento delicado que estamos vivendo agora (leia-se coronavírus, isolamento social e grande possibilidade de crise na economia brasileira), nos leva a pensar o que podemos fazer no universo fashion para melhorar a cada dia e diminuir os impactos no meio ambiente? Bem, podemos começar pela consciência.
Esse ano, a Semana Fashion Revolution será digital e acontecerá de 20 à 26 de abril nas redes oficiais do evento, e os debates possuem quatro pilares: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. O futuro do consumo; educar para revolucionar; plástico, oceanos e a moda: qual a relação? São alguns dos temas das lives. A programação completa está disponível aqui.
Os discursos de sustentabilidade, diversidade, inclusão e afins tem ganhando cada vez mais força e visibilidade pelo mundo. Temos o grande potencial de evoluir enquanto humanidade no pós pandemia, basta criar consciência de que vivemos num planeta com recursos finitos. Não dá pra continuar do jeito que estávamos. Precisaremos nos reinventar enquanto pessoas, enquanto consumidores, enquanto sociedade. Que essa (r)evolução comece pela Moda!
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| imagem: Nick Morrison/ | unsplash |
Todas as mulheres abaixo me inspiram a querer ser uma pessoa melhor e consequentemente uma boa profissional. Acompanho-as nas redes sociais e nos veículos que elas trabalham, e, de alguma maneira elas motivam diariamente a não desistir de continuar pois sei que sou extremamente capaz de chegar onde quero, só preciso continuar remando o barco.
1. Carla Lemos: eu já gostava da Carla sem nem saber quem ela era. Ela criou o site modices, um portal incrível sobre moda e empoderamento feminino que está no ar a mais de 10 anos. Ela tem uma energia muito bonita, o feed dela é todo colorido e acredito que seja bem como ela deve ser na vida real: uma pessoa bem alto astral e autêntica.
Além do blog, a Carla tem um podcast incrível com a Renata Corrêa, o primas, onde elas falam sobre cultura pop de um jeito que nunca ninguém na história dos podcasts já falou. Juntas, elas me inspiram a criar um podcast e a querer estudar mais e mais sobre a história do cinema, sobre feminismo, empoderamento e tudo que for bom para mulheres.
2. Karol Pinheiro: conheci a Karol, pela Capricho. Com ela aprendi não só a fazer o delineado de gatinho perfeito mas também a querer deixar minha marca no mundo. O trabalho que ela faz com a Maqui Nóbrega, sua sócia, na YAY Produções é simplesmente incrível.
Juntas, elas reinventaram o jeito que olho para as publis das youtubers. O trabalho delas é muito verdadeiro e coerente, dá pra perceber que a qualidade é algo que importa muito mais que quantidade. Isso me ensina que estudar é muito importante e que é muito mais bonito ser coeso de maneira geral que fazer as coisas por puro luxo ou vaidade. Internamente me pergunto o que Karol e Maqui fariam? E tento alinhar com meu propósito de verdade.
3. Stephanie Noelle: curiosamente, conheci a Stephanie através da Karol, numa série de “como virar blogueira”, e até já fiz um post indicando-a aqui. Ela trabalhou com jornalismo de moda por alguns anos, é youtuber e agora trabalha com publicidade. O canal dela é realmente maravilhoso! Se você estiver precisando entender algumas coisas internamente, pegue uma xícara de café e assista com mente e coração aberto.
Ela me ajudou a quebrar vários esteriótipos sobre jornalismo e moda em geral. E não só isso: quando mudou de carreira compartilhou com a gente várias reflexões (pois no mundo da comunicação tem uma briguinha boba entre jornalismo e publicidade, mas af, peloamor, pra quê sabe?). Ela me inspira a querer ser mais verdadeira, autêntica e que é tudo bem ser a gente mesmo e não estar bem sempre. A vida é desse jeito mesmo e a gente só precisa aprender a ter mais carinho consigo mesmo.
4. Maki de Mingo: a Maki é dona do desancorando e faz um trabalho muito bonito por lá. Com leveza e cuidado, ela nos proporciona cápsulas motivacionais através de seu blog. Se estiver em um dia nublado, basta ir no site dela e garanto que você vai se sentir melhor.
A Maki me ensina diariamente a importância de cuidar de si mesmo, de manter uma rotina de carinho e amor-próprio. Ela não sabe mas agora, em quarentena, os boomerangs que ela posta ou os tuítes superfofos me lembram que essa é só uma fase que a gente precisou passar separado e que jájá tudo volta ao normal. Obrigada por isso!
Poderia falar também da Valentina Pulgarín, apresentadora da Warner que eu amo, da Aline Diniz, que trabalhava no omelete e que também é uma pessoa incrível, da Mari Palma, eterna g1 em um minuto que me ensinou que pode trabalhar de brusinhas legais e tênis, das minhas colegas Ana de Franco e Júlia Costa que estão fazendo um trabalho incrível-maravilhoso-sensacional com marketing digital em suas redes sociais e me inspiram muito a não desistir e muitas outras mulheres.
Enfim, essa foi só uma tentativa de valorizar mulheres e incríveis profissionais e de mostrar ao mundo o quanto amo minha profissão e as incríveis possibilidades que o mundo da comunicação nos proporciona. Obrigada mulheres, obrigada jornalismo ♥
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| parte do clipe Bilhetes de Tiago Iorc. reprodução | youtube |
Logo na primeira faixa, “Desconstrução”, percebemos e refletimos sobre como as redes sociais pautam nossos relacionamentos, nosso comportamento e a vida de maneira geral. Como em pouco tempo mudamos muitos aspectos da nossa rotina e personalidade para dar espaço a uma parcela selecionada e editável do dia, a apenas momentos felizes ou ostentáveis. Expomos apenas o que gostaríamos que soubessem e acabamos por nos afundar numa falsa ideia de felicidade plena.
No entanto, nem só de análises são os trabalhos de Tiago. O romantismo também se faz presente através das faixas “Hoje Lembrei do Teu Amor”, “Fuzuê”, “Nessa Paz Eu Vou”, “Tua Caramassa”, entre outras que nos fazem fantasiar as várias fases de um relacionamento.
Além das músicas, que foram disponibilizadas em diversas plataformas, também foram lançados 13 videoclipes em seu canal oficial. O que faz com que Reconstrução seja um álbum visual em que há poesia em cada detalhe. É notável o cuidado da imagem, paleta de cores, ritmo, contextualização e conjunto. Michele Alves, a modelo presente em quase todos os clipes, têm muita expressividade e consegue envolver o espectador com facilidade na coreografia cenográfica de cada música.
Se houve uma estratégia para o lançamento repentino deste trabalho não podemos confirmar, mas o sucesso já é tanto que em menos de uma semana todas as faixas de “Reconstrução” já estão no Top 50 do Spotify Brasil. Essa é a nossa forma de agradecer pelo presente Tiago, obrigadx!
Floribella conta a história de Maria Flor, uma jovem muito sonhadora e um tanto atrapalhada, que apesar de órfã não se deixa desanimar com os imprevistos e leva uma vida simples, com a ajuda da madrinha, Titina e o filho dela, Batuca. Flor vive rodeada de amigos e não gosta de brigas, por isso, após um desentendimento ela acaba comandando a banda de um deles.
Após uma festa no qual o conjunto foi contratado para realizar um show e também por coincidência, Maria acaba se tornando babá da família Fritzenwalden. Entre muitas confusões e ocasiões engracilárias, o que ela não sabe, é que toda essa experiência trabalhando nesta casa lhe traria grandes oportunidades e descobertas. ♥
Por ser um tv-show para público infanto juvenil, boa parte do elenco era jovem. Os diálogos eram muito bem encaixados e com cuidado, levando em conta a idade dos telespectadores. Mas mesmo assim tinha comédia, um pouco de drama, romance, muita música. Podemos dizer que até os vilões eram amados.
Na época a novela fez tanto sucesso que muitos produtos foram personalizados. Tinha álbum de figurinhas, dvd com show, espetáculo musical e todas as coreografias das músicas, sem contar que o bamba – o tênis da sorte que a Maria Flor usava – começou a ser comercializado e quem o tinha era super descolada (eu tinha e amava meu bamba!). Tudo para deixar os pipocada um pouco mais perto da carismática Floribella.
Até pouco tempo atrás estava disponível na Netflix (campanha volta Floribella no netflix!). Atualmente, para quem não conhece ou quer relembrar, é possível assistir no através do youtube.
Esta semana a trilha sonora ficou disponível no Spotify, entrando inclusive nos assuntos mais comentados do twitter além de estar nos virais do canal de streaming. E, obviamente que eu, como fã, iria compartilhar todo meu amor e carinho com vocês, colocando o álbum aqui pra quem quiser relembrar e chorar de alegria junto comigo, hehehe.
Esse post não é capaz de expressar nem metade da minha felicidade com o Spotify por liberar essas músicas e me fazer relembrar muita coisa da minha infância. Quem nunca dançou Pobre dos Ricos na frente do espelho? Um hino desses, bicho! hahaha. Inclusive, nesse momento estou assistindo um especial deles (veja também aqui!) e estou chorando, literalmente, de saudade. Ai, gente, infância é muito bom né? ♥
Me conta nos comentários se você é dessa época, se não é, se já ouviu falar... Beijo!
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| imagem: toa heftiba |
Também já cogitei ser atriz. Quem nunca se encantou com tudo o que vê na tv? Imagina, você ganha pra decorar um texto, falar algumas coisas, andar maquiada, de cabelo feito, bem vestido... Inclusive, sempre achei que eu poderia ser a Emília numa possível falta da Isabelle Drumond, rs. Tentei até fazer curso de teatro uma vez, na tentativa de convencer meus pais a me levarem pra fazer um teste qualquer, só que mal passei da primeira aula. Então desencanei e caí na real de que isso realmente não era pra mim.
Quando assisti o Diabo Veste Prada pela primeira vez, aos 13, fiquei tão encantada que logo já me via trabalhando em uma revista! Queria muito ser uma Anne da vida. Vivia fantasiando com o dia em que eu iria chegar toda top produzida no salto 15 na redação, produzindo vários textos, vários ensaios etc, etc. Até porque nos filmes as coisas acontecem de forma tão "natural e rápida" que achei que na vida real seria assim também, só que não! Acho que foi daí que eu escolhi a comunicação.
Pergunto à vocês: é normal alguém chorar por fazer algo que gosta? Pois, como já disse, sempre quis fazer comunicação, mesmo quando ainda não sabia do que se exatamente eu iria trabalhar. Porém, ultimamente, tem sido quase que uma ~tortura~ pra mim continuar meu curso. Entendo que seja comum em qualquer curso superior ter algumas matérias chatinhas e meio nada a ver com a profissão, eu só não entendo porque eu tenho me sentido cada vez menos motivada e com vontade de desistir.
Sabe, vejo minhas amigas tão realizadas com seus cursos e até os colegas de jornalismo também assim. E eu pra trás, pensando em desistir. Tá, a minha rotina não é a mais fácil pois a faculdade é em outra cidade, só que não faço estágio o que me deixa com tempo livre. E também, a não ser que você tenha nascido em uma família de condiçõe$ muito boa$, a rotina de ninguém é fácil, todos precisamos intercalar inúmeras atividades no dia a dia. Ok.
Talvez meu desanimo seja por estar concluindo o 5º período e não ter tido tantas matérias específicas assim? Provável. Talvez eu esteja assim pelo cansaço acumulado? Pode ser que sim. Talvez eu esteja cobrando muito de uma fase que eu deveria estar aproveitando? Aham. Ou talvez eu esteja desanimada porque uma grande bad se instalou na minha mente nas últimas semanas e eu esteja querendo dar a louca e largar mão de tudo? Definitivamente, sim! Estou um tanto quanto perdida nessa trajetória toda. E quem é que não tá?
Tenho perguntado a muita gente se o desgaste é só comigo. No fundo, acho que é normal, é só uma fase. Sei lá, tô com o futuro, em ser alguém na vida, nas cobranças de profissão perfeita, casa perfeita, família perfeita e vida perfeita que acabo esquecendo que eu só tenho vinte anos e não preciso (e não devo!) me cobrar tanto com essas coisas. Poxa, escolher a profissão da vida não é a tarefa fácil, assim como fazer faculdade não é. E não é de primeira que eu vou achar qual área do imenso leque da comunicação que eu quero atuar. Muito complicado isso tudo.
Enfim... a rotina tá exaustiva e a aflição de saber que o tcc está cada vez mais perto cresce a cada dia. A gente se cobra de mais pra ser alguém na vida quando na verdade deveríamos estar aproveitando esse caminho de pedras e flores. Já pensei muitas vezes em desistir. Não tem sido fácil. Só quem fez ou faz faculdade sabe como é. Chega um momento que a gente não aguenta mais e quer chutar o balde. E é aí que lembramos que não é bem assim.
Uma xícara de chá e um dia de folga podem ajudar a melhorar.
Só queria deixar um recadinho pra mim e para quem mais estiver pensando em desistir: você já caminhou tanto, agora falta tão pouco... desistir pra que? Se tem alguém que pode te apoiar nessa caminhada é você mesma. É difícil, ok. Só você sabe a luta que trava todos os dias para conseguir ir em busca dos seus objetivos. Ache um ponto e vá de encontro a ele. Acredite em você e continue buscando forças. Se tiver que desistir, lembre-se que isso não é sinônimo de fracasso. Só quer dizer que você está procurando algo que te deixe melhor. Então, nunca esqueça que seu bem estar vem antes de qualquer coisa, tá? ♥
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| imagem: papo de cinema | filme scoop - o grande furo |
Afim de participar da blogagem coletiva de um dos meus grupos preferidos de interação de blogueiras, o Bloginspira, e também pensando em facilitar a vida das amigas que se interessem na profissão, tenham curiosidade na área ou apenas tenham o hobby de assistir filmes, vou listar cinco títulos recentemente assistidos com o tema Jornalismo o qual julgo que valham a pena assistir. A ordem é do mais leve para o mais pesado. Prontos?
1. Special Correspondents (2016)
É uma comédia que faz uma sátira ao jornalismo sensacionalista. Dois funcionários de uma rádio deveriam ter embarcado para o Equador, para uma cobertura jornalística dos conflitos locais. No entanto, além de perder os passaportes – o que os impediu de concluir a viagem – e com o intuito de aumentar a audiência de seu programa, o radiojornalista e seu técnico de som têm a grande ideia de forjar seu próprio sequestro – mesmo sem ter saído de Nova Iorque. O gênero não é o mais comum para filmes neste tema mas adorei a crítica. Em tempos de internet, é fácil alterar informações e fingir acontecimentos, ainda que não dessa maneira. Garante umas boas risadas!
2. Scoop - O Grande Furo (2007)
Uma comédia romântica com cenário de investigação jornalística. Uma estudante de jornalismo recebe uma informação valiosa do espírito de um jornalista famoso, recentemente morto. O falecido Joel Strombel a revela que o procurado assassino em série é Peter Lyman, um aristocrata inglês. Com esse furo e em busca da verdade, ao lado de Sid Walterman, um mágico local, a jovem decidem investigar Lyman. O que Sondra não esperava era se apaixonar por ele. Típico de sessão da tarde ou de dias chuvosos. Bem gostosinho de assistir e divertido.
3. O Arbutre (2014)
Quebrando a ética e todas as regras de comprometimento com a verdade que jornalistas tem, Louis Bloom decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente, de Los Angeles, mesmo sem nenhum conhecimento na área. Com uma câmera e equipamento radiofônico policial, ele saí a noite pelos bairros da cidade, a procura de crimes, assassinatos, acidentes e afins para produzir seu material e vendê-lo a uma emissora local. Surpreendente e inacreditável os meios que ele utiliza para registrar, modificar e manipular uma cena do crime para obtenção do seu lucro. Fiquei um pouco assustada. É um filmaço!
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| imagem: adoro cinema | filme conspiração e poder |
Até onde vai o comprometimento de um jornalista com a sua fonte? É o que a gente se pergunta o tempo todo assistindo Faces da Verdade. A colunista política Rachel Armstrong descobre sobre uma operação secreta da CIA, que foi ignorada pelo Presidente, de ordenar ataques aéreos contra a Venezuela. Com esses dados, Rachel publica uma matéria revelando o nome de uma das agentes (o que é considerado um crime), e o governo americano a faz ser detida por se recusar a revelar suas fontes. O enredo é super envolvente, a história e o desfecho é emocionante. Inacreditável o que a protagonista fez para defender quem a contou este segredo. Vale muito a pena!
5. Conspiração e Poder (2016)
Para quem gosta de história (e política) é um prato cheio! Baseado no livro de memórias da jornalista Mary Mapes, Conspiração e Poder se passa em 2004, nos EUA e retrata a busca de informações de uma produtora da CBS, Mary Mapes, sobre suspeitas de que o presidente George W. Bush usou a influência de seu sobrenome para não combater a Guerra do Vietnã. Após produzir um material e levá-lo ao ar, forças poderosas lutam para reverter a história que foi dita levando em consideração um documento que poderia não ser original. O nervosismo, certamente, será um companheiro na hora de assistir esse filme. Nos faz refletir sobre o quão influenciável a mídia, ou o famoso quarto poder, é.
E aí, gostaram das indicações? Esqueci de algum filme desse gênero disponível na plataforma? Já assistiu algum deles? Me contem nos comentários galere :)
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| via pexels |
É claro que tem lá seus perrengues, tem os dias que tudo que eu mais quero é ficar em casa – sim, porque é muito cansativa a rotina, até desabafei aqui, mas acredito que no final, tudo valerá a experiência e principalmente o aprendizado. E, sem mais delongas, das coisas que venho aprendendo com o estágio, aí vão:
Claro, em todo o trabalho você tem que ter alguma responsabilidade. Mas, o ponto que eu quero chegar é naquele de que você, como profissional que está ali pra ser, tem que ser responsável por tudo que você produz, reproduz, transmite. E assumir quando não sabia de tal coisa, assumir o erro, assumir que é falho. Isso, é muito muito importante. No final, você acaba aprendendo com a atitude, erro e acerto dos outros.
2. Não espere do outro o que é atribuição dele
Ok, você sabe o que é sua responsabilidade e faz. Por acaso, de alguma maneira você depende de uma segunda pessoa pra dar continuidade a algo (ou alguma situação que você dependa da função/atividade de alguém), você deve saber que: ele não vai fazer o que você quer. Isso é um fato. Mas pode variar de acordo com cada um. Uns podem aceitar que você peça ou cobre, outros não. Mas de todo o jeito, não espere e faça por você (mesmo que não seja sua responsabilidade).
3. Aprenda a se relacionar com outras pessoas
Você tem que entender que não está ali, necessariamente, para fazer amigos e sim para trabalhar. Conseguindo conciliar amizade e trabalho, ok, foi lucro mas a princípio, é seu local de trabalbo. Nunca esqueça isso!
4. Não leve pro pessoal
Como em todo e qualquer lugar, sempre tem aquele certo alguém que está ali pra colocar pedra no caminho de alguém. Um conselho, por pura experiência: não leve pro pessoal a afronta desse ser. É só uma forma de se evidenciar com a falha alheia. Não caia nessa! A melhor opção é você ficar de boa e não querer se vingar, pois isso pode virar um ciclo e ter um problema maior.
5. Procure sempre se manter disponível e se mostre interessado
Por mais que você seja um estagiário, tenha carga horária diferente, você também contribui para o funcionamento da organização. Então, procure sempre se mostrar interessado, seja proativo que isso só vai te trazer boas energias e resultados, sério. Até porque ninguém merece alguém que trabalha sem vontade ou que tá ali só de corpo né? – se é que me entendem.
E, por fim:
6. Aproveite a oportunidade para aprender
Estágio, além de ser uma coisa muito boa porque você está usando seu tempo de uma forma produtiva, tem um leque gigantesco de benefícios. Tudo é aprendizado, desde a forma de produzir um material que seu supervisor lhe orienta até o alinhamento que a gerência tem que fazer com você sobre determinado tema. E outro ponto é que você não aprende só para sua vida profissional, você aprende pra vida. Os profissionais que estão ali, também são pessoas, também tem vida e, certamente, tem uma bagagem de experiências de vida tanto profissional como pessoal, e provavelmente eles ficam felizes em poder te aconselhar e corrigir. Sem esquecer do ponto 3, mas você tem que aproveitar a experiência e o pouco tempo que tem todos os dias para guardar bons conselhos, conceitos e criar uma bagagem bem positiva para a vida e profissão.
Queria saber se vocês gostam de posts desse tipo mais pessoal, de aprendizado, vivência e etc, pois sempre tenho ideias mas fico um pouco será que sim ou será que não? hahaha.





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