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| imagem: @ohleighann |
A iniciativa parece ser interessante, segundo o blog de estilo da marca eles desenvolvem todo um trabalho social e sustentável na empresa, mas a gente tem que se perguntar até que ponto isso realmente palpável. As lojas de departamento produzem em uma escala absurda e desnecessária, voltada para a sociedade do consumo – com todo um histórico capitalista por trás, que vem desde a revolução industrial (e que pode ser assunto para um outro post, né?) –, mas a questão que fica é até que ponto as fast fashions conseguem monitorar a produção? Outra questão é porque a transparência, ainda que incompleta, é tão difícil e parece inalcançável para essas marcas? Pois se é possível lançar uma nova linha, ou um ideal, de produtos com etiqueta personalizada e com informações sobre o produto, porque não aderir essa ideia e colocar a informação detalhada do tecido em todos os produtos?
Lógico que toda essa onda de conscientização, moda sustentável, cuidado com meio ambiente, reduzir produção de lixo e afins ainda (infelizmente) é uma novidade, uma tendência, nesse mundo fashion mas a preocupação é muito séria e envolve muitas coisas além do nosso dinheirinho suado, a loja e o bem durável (que, convenhamos, as vezes nem é tão durável assim não é?). A compreensão de que antes da brusinha ser brusinha tem todo um trabalho de produção do tecido, corte, costura, lavagem e tintura (que gastam absurdos litros de água), transporte e entre muitos outros processos, que para chegar nas lojas por R$49,90 é surreal. E aí a gente precisa pensar: onde, nessa cadeia de produção, está havendo desequilíbrio. As lojas funcionam para obter lucros, mas os funcionários estão recebendo adequadamente para suas funções? Por funcionários não me refiro apenas aos lojistas mas a todos os envolvidos e principalmente quem está na produção, que geralmente é quem sofre mais.
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| imagem @ohleighann |
Ainda que esta não seja a forma mais ideal de produção sustentável, ainda que a maioria da produção seja em larga escala e com matéria-prima misturada e outras razões mais, só o fato desses tecidos que seriam descartados ganharem uma nova funcionalidade e um tempo maior de usabilidade, já demonstram que estamos no caminho certo e que futuramente vai ser possível que a revolução da moda (e do consumo!) aconteça de verdade.
Cabe a nós, consumidores, o papel de fiscalizar essas empresas. Analisar a conduta delas como um todo: relacionamento com cliente e colaboradores, os fornecedores, as campanhas, os lançamentos, o posicionamento e etc. De nada adianta um lançamento sensacional e uma conduta completamente contrária, como a gente tem sido bem recorrente a alguns grandes grupos.
Lembrando que estas reflexões não são direcionadas a varejista Renner, viu gente? São apenas questionamentos relacionados a indústria da moda, que por acaso surgiram a partir do lançamento dessa nova linha de produtos da marca.


2 comentários
Ei Re, adorei esse post!
ResponderExcluirA ideia do REjeans é bem interessante mesmo, mas como você disse, é uma coleção assim em meio a tantas outras que desrespeitam tanto o meio ambiente e até mesmo pessoas né?
Moda/consumo consciente são assuntos que me chamam muita atenção... adorei o post!
Beijos!
oooi laura!
Excluirsim, é uma iniciativa entre mil outras que não são assim... são assuntos muito complexos ainda para se discutir.
obrigada, muito bom te ver aqui! ♥