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Semana passada fez um mês que moro na Europa e, sei lá, a ficha ainda não caiu. Tudo é tão diferente, mas, ao mesmo tempo, parece que é uma viagem de férias, coisa rápida, já já estou de volta em casa. No fundo sinto que esse diário vai ser só pra falar do quanto sinto saudades de casa e pra relembrar de tudo que me faz falta do meu país (que seria mais amado se não fosse vocês sabem quem) hehe.
Conviver com pessoas completamente desconhecidas tem me feito aprender a ser uma pessoa melhor. Sim, pois morando com família a gente é uma pessoa com um certo nível de liberdade e morar com quatro completos desconhecidos é um pouco aterrorizante simplesmente pelo fato de você se dar conta que seu irmão que tem a mania de mastigar fazendo o maior barulho possível é um anjo e que tem gente com hábitos bem piores (e que cê não pode falar ou fazer nada pra não estragar a paz da casa né?).
Aprendo todo dia o quanto sou uma versão da minha mãe: as comidas com tempero parecido; os hábitos de limpeza; o jeito de dobrar roupa. É impressionante que tenho todos os trejeitos dela e nunca tinha me dado conta.
As aulas começaram com força total: tenho vários trabalhos e já é possível observar uma diferença considerável no ensino daqui pro do Brasil. Aqui a comunicação é muito mais prática que teoria. Os laboratórios ficam disponíveis o tempo todo e temos muita autonomia. Para gravar na rádio, são cinco estúdios individuais com computador e os equipamentos e você faz tudo sozinho (já falei isso semana passada né, mas é que realmente eu tô em pânico com isso).
Essa diferença de ter muitos trabalhos, pouca prova e quase nada de matéria é uma coisa completamente diferente. Fui acostumada com um sistema de avaliações de matéria + prova e aqui não é bem assim. Tem avaliações, lógico, mas é uma principal e é tipo no final do período, lá pra Junho. Há alguns professores que passam outras avaliações ao longo do semestre pra compor a nota ou então preferem passar trabalhos. Dei a sorte (ou má sorte?) de todos os meus professores passarem trabalhos e tenho pelo menos cinco trabalhos por disciplina. Isso me assusta um pouco, mas vai dar certo.
Me matriculei numa disciplina de design e comunicação e olha, que doideira!!! O professor é um designer completamente fora da caixinha que já começou a trazer reflexões de o que que estou fazendo da minha vida e o que eu posso fazer pra começar a ter sucesso agora. O momento até é bom pra tais reflexões só que paranoias pra outro momento, faz favor prof!
O propósito maior de ter vindo pra cá foi estudar, ter uma experiência diferente e além da que tenho de jornalismo daí. Sei que preciso aproveitar a oportunidade, conhecer a cidade, explorar os lugares mas têm feito tão frio que tudo que tenho feito é viver em casa fazendo trabalhos, assistindo séries ou inventando comidas diferentes. Não me arrependo de nada que não fiz. E tá tudo bem também não sair tanto pois a grana é curta e como já disse, meu propósito inicial é estudar o que vier além disso é lucro.
(mas vou me cobrar de sair mais, nem que seja depois das provas ou só pra dar uma volta no shopping, tá?)
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| imagem: dh_creative |
Aprendo todo dia o quanto sou uma versão da minha mãe: as comidas com tempero parecido; os hábitos de limpeza; o jeito de dobrar roupa. É impressionante que tenho todos os trejeitos dela e nunca tinha me dado conta.
As aulas começaram com força total: tenho vários trabalhos e já é possível observar uma diferença considerável no ensino daqui pro do Brasil. Aqui a comunicação é muito mais prática que teoria. Os laboratórios ficam disponíveis o tempo todo e temos muita autonomia. Para gravar na rádio, são cinco estúdios individuais com computador e os equipamentos e você faz tudo sozinho (já falei isso semana passada né, mas é que realmente eu tô em pânico com isso).
Essa diferença de ter muitos trabalhos, pouca prova e quase nada de matéria é uma coisa completamente diferente. Fui acostumada com um sistema de avaliações de matéria + prova e aqui não é bem assim. Tem avaliações, lógico, mas é uma principal e é tipo no final do período, lá pra Junho. Há alguns professores que passam outras avaliações ao longo do semestre pra compor a nota ou então preferem passar trabalhos. Dei a sorte (ou má sorte?) de todos os meus professores passarem trabalhos e tenho pelo menos cinco trabalhos por disciplina. Isso me assusta um pouco, mas vai dar certo.
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| essa igrejinha é evangélica e é colada no prédio onde tenho aulas práticas. achei muito charmosinha, mas nunca vi movimento :( |
O propósito maior de ter vindo pra cá foi estudar, ter uma experiência diferente e além da que tenho de jornalismo daí. Sei que preciso aproveitar a oportunidade, conhecer a cidade, explorar os lugares mas têm feito tão frio que tudo que tenho feito é viver em casa fazendo trabalhos, assistindo séries ou inventando comidas diferentes. Não me arrependo de nada que não fiz. E tá tudo bem também não sair tanto pois a grana é curta e como já disse, meu propósito inicial é estudar o que vier além disso é lucro.
(mas vou me cobrar de sair mais, nem que seja depois das provas ou só pra dar uma volta no shopping, tá?)
Quem diz que Carnaval é uma festa exclusiva do Brasil está muito enganado! De fato, carnaval é uma festa comum a povos antigos porém é, hoje, popular e mundialmente conhecido por uma festa tradicional brasileira. Inclusive, nossa cultura é muito famosa e reproduzida por aqui... Música principalmente! Talvez por ter muitos brs morando aqui e com saudades de casa, né?
Aqui no norte tiveram algumas comemorações. Teve carro de som pelo Porto no sábado, se não me engano. Porém, a festa mais badalada era a noite na cidade vizinha e foi na segunda-feira. Muitos amigos saíram aqui do Porto num dos últimos comboios, os trens, com destino a Ovar, uma cidadezinha próxima que tinha neste dia o carnaval mais agitado de Portugal. Ao que me disseram, era mais um palco com dj e muita música brasileira e muito (mas muito!) funk.
Além de não ser lá tão fã de saídas a noite, o carnaval que eu gosto é de rua. Ir atrás dos bloquinhos curtindo a música, com fantasias legais, no sol e o mais tradicional de carnaval de rua, sabe? Lembro de várias festinhas em clubes com as minhas primas quando eu era pequena ♥
Uma coisa que tenho achado fantástico é poder ir a pé para as aulas. Não estou nem um pouco acostumada a acordar cedo, na verdade isso sempre foi muito difícil pra mim. Mas é tão ótimo acordar, tomar café e ir andando para a aula, sabe? Digo isso porque minha faculdade é na cidade vizinha, então era necessário pegar uma van e a viagem demorava cerca de uma hora e meia, tanto para ir quanto pra voltar. Poder ir a pé é algo tão incrível, que aff, quero pra sempre!
Ah, e os laboratórios da faculdade são ótimos e impulsionam que a gente seja independente, ou seja, vou precisar aprender a trabalhar com audition e premiere para editar os trabalhos de rádio e TV. Coisa que aí no Brasil tem uma pessoa só pra isso. Ao mesmo tempo que achei legal pois vai me forçar a aprender me deu um nervosinho. Mas é pro bem!
Estar sozinha em um outro país tem sido um desafio e tanto. Não só por muitas coisas serem diferentes na questão cultural, de localização e tudo mais, mas também por ter que fazer minha própria comida, compras, manter o mínimo de organização financeira necessária para não acabar com o dinheiro antes do tempo, não sair demais porém também não ficar tanto em casa, rs. Tenho tido que aprender a conviver com a minha própria companhia, com a minha solidão. Controlar as emoções e não surtar.
Já consigo identificar um cuidado maior com o meu dia e consigo perceber que para os próximos dias vou tentar aproveitar mais as coisas que me são oferecidas. Prometo que vou sair mais e aproveitar os cantinhos do Porto pra mostrar pra vocês tá? Deixa só o tempo melhorar um bocadinho.
Até ♥
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| imagem: nietjuh |
Além de não ser lá tão fã de saídas a noite, o carnaval que eu gosto é de rua. Ir atrás dos bloquinhos curtindo a música, com fantasias legais, no sol e o mais tradicional de carnaval de rua, sabe? Lembro de várias festinhas em clubes com as minhas primas quando eu era pequena ♥
Uma coisa que tenho achado fantástico é poder ir a pé para as aulas. Não estou nem um pouco acostumada a acordar cedo, na verdade isso sempre foi muito difícil pra mim. Mas é tão ótimo acordar, tomar café e ir andando para a aula, sabe? Digo isso porque minha faculdade é na cidade vizinha, então era necessário pegar uma van e a viagem demorava cerca de uma hora e meia, tanto para ir quanto pra voltar. Poder ir a pé é algo tão incrível, que aff, quero pra sempre!
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| essa é a Praça da República, onde passo todo dia no caminho da aula (: |
Estar sozinha em um outro país tem sido um desafio e tanto. Não só por muitas coisas serem diferentes na questão cultural, de localização e tudo mais, mas também por ter que fazer minha própria comida, compras, manter o mínimo de organização financeira necessária para não acabar com o dinheiro antes do tempo, não sair demais porém também não ficar tanto em casa, rs. Tenho tido que aprender a conviver com a minha própria companhia, com a minha solidão. Controlar as emoções e não surtar.
Já consigo identificar um cuidado maior com o meu dia e consigo perceber que para os próximos dias vou tentar aproveitar mais as coisas que me são oferecidas. Prometo que vou sair mais e aproveitar os cantinhos do Porto pra mostrar pra vocês tá? Deixa só o tempo melhorar um bocadinho.
Até ♥
Ainda é tudo muito novo pra mim. Na verdade, ainda me sinto bem turista. Já tenho consciência de que este país é a minha casa nos próximos meses, já consigo lidar melhor com os dias que a saudade aperta, mas, no fundo, é como se ainda não me sentisse em casa. A sensação é de que falta algo. De fato, falta. Porém não se trata apenas das pessoas que não estão presentes fisicamente no meu dia a dia. É um vazio que não descobri ainda o que é.
Essa semana tivemos a recepção da universidade para todos os alunos erasmus (nome dado aos alunos de intercâmbio). Foi uma cerimônia bem interessante. Primeiro, tivemos discursos de boas vindas de autoridades da Uporto; em seguida, tivemos apresentação de um grupo musical da faculdade de Direito; e por fim, um breve coffee break e sessão de fotos em cabine, com os fotógrafos da UP. Nem preciso dizer que o número de brs é imenso, acredito que sejamos a metade ou quase isso dos alunos de mobilidade. Tanto que nossa música roubou a cena completamente: cantamos evidências em coro e muita gente parou para assistir a rodinha que se formou de brasileiros dançando e cantando funk.
Não sei se comentei que aqui não existe bebedouro ou filtro em lugar nenhum. As pessoas bebem água da torneira. Uma amiga foi pedir para encher a garrafa d’água em um estabelecimento e o senhor se dirigiu a torneira mais próxima, a do banheiro. O que parece bizarro para nós é totalmente natural para eles. E acredito que essa prática seja comum em toda a Europa. Inclusive, segundo o diário de notícias de Portugal, podemos beber água da torneira com confiança.
Dessa novidade, aprendi a dar valor ao filtro de casa e a melhor água filtrada do mundo, a brasileira. Vou ter que me render aos hábitos a tomar água da bica. Até agora estava comprando galão de água para tomar e fervendo água para cozinhar os alimentos mas af muito trabalho e dinheiro envolvidos… Por mais que 6 litros d’água sejam consideravelmente barato, encontrei por €0,54, esses cêntimos ao final da minha estadia aqui podem me proporcionar alguma experiência gastronômica, então prefiro me abster. Vou continuar fervendo água para os alimentos pois temos uma chaleira elétrica maravigold que já é meu eletrodoméstico favorito daqui, mas comprar água pra beber não mais.
Agora, preciso compartilhar um episódio dessa aventura, que agora é super engraçado mas me deixou muito triste e com olhos cheios d’água quando aconteceu. Sou uma pessoa de doces (alô @docenata!). Faço bolo simples, bolo de festa, brigadeiro, torta, pavê, pudim e todas as sobremesas possíveis. E amo ser essa pessoa! Quando chegamos no apartamento, a primeira coisa que eu procurei uma forma de bolo e não encontrei. Logo, saí procurando forma nas lojinhas daqui e tratei de comprar.
No sábado resolvi fazer um bolo pra tomar café a tarde. A massa ficou linda, fiquei super feliz. Acontece que o forno daqui é elétrico, ou seja, a temperatura dele é estável e ele aquece igualmente nas partes superior e inferior. A massa ficou lindíssima e fiquei na expectativa de sair um bolo lindo do forno. Conclusão, em menos de dez minutos, já dava pra ver que o bolo ia queimar completamente em cima e não estava assado. :( Até tenho foto, gente, mas me recuso a postar aqui, rs. No final, deu tudo certo, tirei a parte queimada e o bolo estava ótimo e fofinho. Nem tive mais vontade de fazer bolo depois disso, haha.
Agora que as aulas já começaram, talvez nas próximas semanas já tenha coisas mais legais pra falar. Continuem me acompanhando, por favor! Até, ♥
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| fonte dos Leões a frente do prédio da Reitoria da Universidade do Porto. imagem: wikimedia commons |
Não sei se comentei que aqui não existe bebedouro ou filtro em lugar nenhum. As pessoas bebem água da torneira. Uma amiga foi pedir para encher a garrafa d’água em um estabelecimento e o senhor se dirigiu a torneira mais próxima, a do banheiro. O que parece bizarro para nós é totalmente natural para eles. E acredito que essa prática seja comum em toda a Europa. Inclusive, segundo o diário de notícias de Portugal, podemos beber água da torneira com confiança.
Dessa novidade, aprendi a dar valor ao filtro de casa e a melhor água filtrada do mundo, a brasileira. Vou ter que me render aos hábitos a tomar água da bica. Até agora estava comprando galão de água para tomar e fervendo água para cozinhar os alimentos mas af muito trabalho e dinheiro envolvidos… Por mais que 6 litros d’água sejam consideravelmente barato, encontrei por €0,54, esses cêntimos ao final da minha estadia aqui podem me proporcionar alguma experiência gastronômica, então prefiro me abster. Vou continuar fervendo água para os alimentos pois temos uma chaleira elétrica maravigold que já é meu eletrodoméstico favorito daqui, mas comprar água pra beber não mais.
Agora, preciso compartilhar um episódio dessa aventura, que agora é super engraçado mas me deixou muito triste e com olhos cheios d’água quando aconteceu. Sou uma pessoa de doces (alô @docenata!). Faço bolo simples, bolo de festa, brigadeiro, torta, pavê, pudim e todas as sobremesas possíveis. E amo ser essa pessoa! Quando chegamos no apartamento, a primeira coisa que eu procurei uma forma de bolo e não encontrei. Logo, saí procurando forma nas lojinhas daqui e tratei de comprar.
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| a vista da sacada da minha cama ♥ |
Agora que as aulas já começaram, talvez nas próximas semanas já tenha coisas mais legais pra falar. Continuem me acompanhando, por favor! Até, ♥
Os dias têm passado muito rápido, preciso admitir. Não sei exatamente se é por ainda não estar acostumada com o fuso, se é devido ao sol nascer muito tarde (depois das 7h) e se pôr muito cedo
(antes das 18h) ou ainda se é por estar o tempo todo fazendo alguma coisa e não parar em momento nenhum. Enfim, parece que as onze horas que fiquei no avião me roubaram uns minutos do dia que estão fazendo falta.
Nossa primeira viagem foi para a Espanha: Madrid. Foram longas nove horas de ônibus por uma promoção. É cansativo, lógico, mas a estrada é tão bonita que compensou. Me senti num trailer de filme: cabeça encostada no vidro, fones no ouvido e uma paisagem incrivelmente linda com árvores verdinhas e peladas, estradas muito belas e construções diversas. Para ajudar, a janela tinha uma película que facilitou a sensação de viajar dentro de uma típica fotografia de paisagem do tumblr.
Logo que atravessamos a fronteira a paisagem mudou completamente. As inúmeras árvores verdes e paisagens com cores vivas deram lugar a adoráveis árvores peladas e paisagens de tons terrosos, uma coisa que notei ser bem característico das cidades espanholas. A mudança da paleta de cores foi tão impactante e encantadora que chegou a provocar lágrimas de emoção.
Conhecer Madrid não era o meu sonho. Fui para essa viagem com a alegria de quem está conhecendo um segundo país mas não tive a empolgação de quem conhece o lugar dos sonhos. Coisa que foi extremamente positiva pois pude admirar a cidade de uma maneira diferente, sem filtros, direcionamentos específicos ou expectativas. Me surpreendi que a maioria dos pontos turísticos são muito próximos e deu pra conhecer quase tudo a pé. Não deu tempo de ir em tudo mas o que conhecemos foi muito marcante.
Tive a oportunidade de visitar uma exposição sensorial de Van Gogh magnífica. Isso e todos os museus que visitei me fizeram sentir uma pessoa mais culta só de estar ali – ainda que eu tenha 0 noção de apreciação de artes. É incrível como quando estamos em um lugar diferente observamos absolutamente tudo o que nos cerca. Cada detalhe das construções, das paredes, as vestimentas das pessoas, o modo de se comunicarem, as comidas… Completamente tudo chama atenção. Isso é enriquecedor.
Assistimos por acaso um espetáculo de luzes no Plaza Mayor que contava a história da praça que já teve três incêndios. Um trabalho de sincronização de refletores simplesmente fantástico. Visitamos igrejas lindíssimas e sei que daqui pra frente, esse será uma das coisas que eu vou amar fazer em outras viagens. A energia desses lugares sagrados é surreal! Aproveitei e já saí com a benção de água benta em todas.
De modo geral, Madrid me surpreendeu muito positivamente e já tenho vontade de voltar.
Ainda ando muito anestesiada com tudo e só na volta que me dei conta que estou a mais de sete mil quilômetros de casa, do outro lado do Atlântico, num outro continente. A saudade aumenta cada dia mais e com ela a certeza de que sou uma pessoa privilegiada em ter alcançado esta oportunidade e de ter a possibilidade de realizá-la. A cada um que me ajudou pelo caminho o meu mais sincero muito obrigada ♥
(antes das 18h) ou ainda se é por estar o tempo todo fazendo alguma coisa e não parar em momento nenhum. Enfim, parece que as onze horas que fiquei no avião me roubaram uns minutos do dia que estão fazendo falta.
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| em algum lugar próximo ao Jardim do Palácio Real |
Nossa primeira viagem foi para a Espanha: Madrid. Foram longas nove horas de ônibus por uma promoção. É cansativo, lógico, mas a estrada é tão bonita que compensou. Me senti num trailer de filme: cabeça encostada no vidro, fones no ouvido e uma paisagem incrivelmente linda com árvores verdinhas e peladas, estradas muito belas e construções diversas. Para ajudar, a janela tinha uma película que facilitou a sensação de viajar dentro de uma típica fotografia de paisagem do tumblr.
Conhecer Madrid não era o meu sonho. Fui para essa viagem com a alegria de quem está conhecendo um segundo país mas não tive a empolgação de quem conhece o lugar dos sonhos. Coisa que foi extremamente positiva pois pude admirar a cidade de uma maneira diferente, sem filtros, direcionamentos específicos ou expectativas. Me surpreendi que a maioria dos pontos turísticos são muito próximos e deu pra conhecer quase tudo a pé. Não deu tempo de ir em tudo mas o que conhecemos foi muito marcante.
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| o quarto de Van Gogh em Arles recriado na exposição |
Assistimos por acaso um espetáculo de luzes no Plaza Mayor que contava a história da praça que já teve três incêndios. Um trabalho de sincronização de refletores simplesmente fantástico. Visitamos igrejas lindíssimas e sei que daqui pra frente, esse será uma das coisas que eu vou amar fazer em outras viagens. A energia desses lugares sagrados é surreal! Aproveitei e já saí com a benção de água benta em todas.
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| a estatua del Oso y el Madroño foi a que eu mais gostei |
Ainda ando muito anestesiada com tudo e só na volta que me dei conta que estou a mais de sete mil quilômetros de casa, do outro lado do Atlântico, num outro continente. A saudade aumenta cada dia mais e com ela a certeza de que sou uma pessoa privilegiada em ter alcançado esta oportunidade e de ter a possibilidade de realizá-la. A cada um que me ajudou pelo caminho o meu mais sincero muito obrigada ♥
Uma semana que estou vivendo neste país. Quer dizer, entre aspas pois até o momento só estou existindo. Mesmo que o intercâmbio seja o meu sonho da vida que nunca achei que fosse se tornar realidade eu não estava pronta. Não estou pronta. Sinto um vazio imenso no peito por ter deixado minha família e o meu amor no Brasil. E esse vazio parece que aumenta cada vez mais quando abro a página de notícias e vejo que por aí só tem acontecido tragédias, infelizmente :(
Quero falar das minhas primeiras impressões de Porto. O que mais me perguntam é sobre o clima. Gente, frio tá sim, claro, é inverno no hemisfério Norte mas não tá um absurdo de estar a ponto de morrer congelada. Na minha cidade, Teresópolis - RJ, as temperaturas também são baixas no inverno então quanto a isso estou mais que blindada. E feliz, pois mesmo tendo 0 vontades de sair arrumada, inverno é a minha estação preferida da vida e amo sair com mil camadas e de roupas mais confortáveis que bonitas.
Uma das coisas que me deixou mais impressionada é a faixa de pedestres. Acredite quem quiser que ao pisar na faixa automaticamente os carros param. É incrível e um tanto quanto surreal para mim. E não vi ninguém atravessando fora da faixa tá? Todos sempre respeitando-a e os carros respeitando o pedestre, como de fato deveria ser. Isso ainda vai me surpreender por muito tempo e vai ser um pouco difícil acostumar pois aí no Brasil a gente sabe bem como funciona. Fico pensando que vai ser difícil mesmo pra acostumar quando voltar, já que vou ter me habituado a não correr risco de atropelamento nas ruas portuenses.
Os portugueses são geralmente bem baixinhos, o que me fez entender ainda mais (ou cair na real de verdade!) do quanto nós somos miscigenados pois nossa estatura é consideravelmente maior que a deles. A população em geral é bem reservada e objetiva o que pra nós acaba gerando a impressão de que são grossos e ignorantes. De certa forma, até são, mas nós brs somos muito espalhafatosos né?
Se você, como eu odeia fumantes prepare-se para odiar andar nas ruas e nas noitadas de Portugal (e acredito que da Europa toda!). Aqui não é proibido fumar em estabelecimentos fechados, salvos alguns estabelecimentos que não permitem mesmo, e a nicotina daqui é infinitamente mais forte e mais fedida que a que conhecemos em terras tupiniquins. As meninas que dividem apê comigo saíram a noite e roupas e cabelo voltaram impregnados com o cheiro da fumaça. Coisa que nem lavando saiu. Pra ajudar não tem Sol suficiente para arejar as roupas, o que aí no Brasil duas horas já eliminaria completamente o odor.
Curiosa que sou fui observar os preços dos cigarros aqui e não consigo entender: um maço custa em média 7€. Consegue ser mais caro que uma compra semanal de mercado, considerando que fumantes compram mais que um maço por semana. Achei demais para meu orçamento pobre.
Outra informação interessante a se pontuar é o horário das coisas aqui. As saídas começam depois de 00h, e ainda tem as que só começam as 2hs. Se você sair antes dá de cara com os bares e afins fechados. Dá pra acreditar? Os estabelecimentos gerais normalmente abrem as 10 da manhã e os shoppings ficam abertos até meia noite. Se eu já acho exploração trabalhar em shopping no Brasil aqui acho que essa escravidão capitalista não acabou (sei que shopping funciona em turnos mas isso não entra na minha cabeça jamais!)
No meu primeiro final de semana, teve um evento oficial da Netflix com experiências de Stranger Things. Boa nerdzinha que sou, arrastei minhas amigas pra lá. Ficamos quase três horas na fila, tiramos foto em vários cenários e ainda ganhamos um boné do Dustin for free. Obrigada pelos mimos, @netflixpt ♥
Já estou com toda a matrícula na faculdade confirmada, só falta montar a grade. A burocracia do Brasil é herança daqui... É super enrolado e confuso o processo de matrícula nas disciplinas e montagem de grade. #saudadesestacio! Minhas aulas começam essa semana e ah, pretendo sempre trazer posts as quintas-feiras, pois não tenho aula, belê? Ansiosa para as aulas e tudo mais que esta experiência me espera. Até, ♥
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| imagem: bildundso |
Uma das coisas que me deixou mais impressionada é a faixa de pedestres. Acredite quem quiser que ao pisar na faixa automaticamente os carros param. É incrível e um tanto quanto surreal para mim. E não vi ninguém atravessando fora da faixa tá? Todos sempre respeitando-a e os carros respeitando o pedestre, como de fato deveria ser. Isso ainda vai me surpreender por muito tempo e vai ser um pouco difícil acostumar pois aí no Brasil a gente sabe bem como funciona. Fico pensando que vai ser difícil mesmo pra acostumar quando voltar, já que vou ter me habituado a não correr risco de atropelamento nas ruas portuenses.
Os portugueses são geralmente bem baixinhos, o que me fez entender ainda mais (ou cair na real de verdade!) do quanto nós somos miscigenados pois nossa estatura é consideravelmente maior que a deles. A população em geral é bem reservada e objetiva o que pra nós acaba gerando a impressão de que são grossos e ignorantes. De certa forma, até são, mas nós brs somos muito espalhafatosos né?
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| vista do pôr do sol nos jardins do Palácio de Cristal |
Curiosa que sou fui observar os preços dos cigarros aqui e não consigo entender: um maço custa em média 7€. Consegue ser mais caro que uma compra semanal de mercado, considerando que fumantes compram mais que um maço por semana. Achei demais para meu orçamento pobre.
Outra informação interessante a se pontuar é o horário das coisas aqui. As saídas começam depois de 00h, e ainda tem as que só começam as 2hs. Se você sair antes dá de cara com os bares e afins fechados. Dá pra acreditar? Os estabelecimentos gerais normalmente abrem as 10 da manhã e os shoppings ficam abertos até meia noite. Se eu já acho exploração trabalhar em shopping no Brasil aqui acho que essa escravidão capitalista não acabou (sei que shopping funciona em turnos mas isso não entra na minha cabeça jamais!)
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| eu na sala da Joyce Byers nem um pouco preocupada com o Will sumido |
Já estou com toda a matrícula na faculdade confirmada, só falta montar a grade. A burocracia do Brasil é herança daqui... É super enrolado e confuso o processo de matrícula nas disciplinas e montagem de grade. #saudadesestacio! Minhas aulas começam essa semana e ah, pretendo sempre trazer posts as quintas-feiras, pois não tenho aula, belê? Ansiosa para as aulas e tudo mais que esta experiência me espera. Até, ♥
Tenho uma boa notícia para compartilhar por aqui e estou uns quatro meses enrolando para de fato contar. Não sei se por medo de não dar certo (ou de não acontecer), se pela insegurança em mim mesma, se por não me sentir mais 'em casa' na roupagem que estamos hoje... De todo o jeito, estive colocando pedrinhas e arrumando desculpas para não fazê-lo. Mas agora não dá mais.
A novidade é que, hoje, segunda-feira, 04 de fevereiro, essa moça sonhadora que vos escreve, estou a caminho de realizar um dos meus tantos sonhos. Agorinha mesmo, estou embarcando para a mais nova e louca aventura da minha vida: fazer intercâmbio, estudar fora do país! Lembro de ano passado estar montando a minha listinha de mil e um desejos em cento e um dias e nunca me passou pela cabeça que esse desejo se realizaria de forma tão rápida. É como dizem, Deus escreve certo por linhas tortas, a gente só precisa esperar o tempo d'Ele.
Com isso, quero dizer que estou inaugurando aqui neste web endereço o meu diário de viagem ainda sem nome definido. Pretendo dividir minhas experiências e todo o processo de adaptação por lá, saudade, perrengues, alegrias, noites de estudo, etc, etc... Se tudo der certo (e vai dar né?), teremos o acompanhamento semanal das minhas próximas vinte e quatro semanas na cidade do Porto, Portugal.
No Brasil, estudo Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Estácio de Sá. Em Portugal, vou estudar na Universidade do Porto nas Faculdades de Letras (FLUP) e Belas Artes (FBAUP). A UPorto está entre as 300 melhores universidades do mundo e segundo ranking do QS World University, é a primeira melhor universidade de Portugal em 2017 – e eu não poderia estar mais feliz em viver esta experiência e adicionar isso ao meu currículo (!) ♥.
Preciso confessar que, no final do ano passado (aliás, no ano passado quase que inteiro), tive uma crise enorme com relação a minha formação. Não por não gostar ou não me identificar e sim por ter pouquíssima experiência de curso e de atuação mesmo, estar no último ano – pois me formaria em dez/18 – e não saber o que viria depois. Isso é absolutamente normal pois a cobrança de todos os lados é muito grande e as coisas acontecem de forma muito rápida. E isso também é assunto para outra hora, né?
Anyway, se você tem um sonho, não desiste não viu? Se ele for de verdade e genuíno acredita pois uma hora ele vai acontecer. A gente não imagina que as coisas vão acontecer tão rápido mas pra Deus nada é impossível e a gente não sabe nem 1% do que Ele tem planejado para nós.
E como já ouvi de alguém: sonho que se sonha junto é realidade. Vamos então, juntos! :)
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| imagem: revac film's&photography |
Com isso, quero dizer que estou inaugurando aqui neste web endereço o meu diário de viagem ainda sem nome definido. Pretendo dividir minhas experiências e todo o processo de adaptação por lá, saudade, perrengues, alegrias, noites de estudo, etc, etc... Se tudo der certo (e vai dar né?), teremos o acompanhamento semanal das minhas próximas vinte e quatro semanas na cidade do Porto, Portugal.
No Brasil, estudo Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Estácio de Sá. Em Portugal, vou estudar na Universidade do Porto nas Faculdades de Letras (FLUP) e Belas Artes (FBAUP). A UPorto está entre as 300 melhores universidades do mundo e segundo ranking do QS World University, é a primeira melhor universidade de Portugal em 2017 – e eu não poderia estar mais feliz em viver esta experiência e adicionar isso ao meu currículo (!) ♥.
Preciso confessar que, no final do ano passado (aliás, no ano passado quase que inteiro), tive uma crise enorme com relação a minha formação. Não por não gostar ou não me identificar e sim por ter pouquíssima experiência de curso e de atuação mesmo, estar no último ano – pois me formaria em dez/18 – e não saber o que viria depois. Isso é absolutamente normal pois a cobrança de todos os lados é muito grande e as coisas acontecem de forma muito rápida. E isso também é assunto para outra hora, né?
Anyway, se você tem um sonho, não desiste não viu? Se ele for de verdade e genuíno acredita pois uma hora ele vai acontecer. A gente não imagina que as coisas vão acontecer tão rápido mas pra Deus nada é impossível e a gente não sabe nem 1% do que Ele tem planejado para nós.
E como já ouvi de alguém: sonho que se sonha junto é realidade. Vamos então, juntos! :)
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